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Adriano Moreira baptiza Centro Cultural de Bragança…

Adriano Moreira baptiza Centro Cultural de Bragança…
  • 12 de Outubro de 2010, 10:29

Adriano Moreira baptiza o Centro Cultural Municipal de Bragança, o espaço onde se insere a biblioteca que compila parte do espólio literário doado pelo Professor de Direito e a Academia de Letras da qual também é fundador.
O Centenário da República foi assinalado, na passada terça-feira, em Bragança, com uma homenagem rasgada a Adriano Moreira, que depois de ver o seu nome na fachada do Centro Cultural também recebeu o Ferro de Fundear das mãos da Marinha Portuguesa, colocado junto à biblioteca onde guarda a sua colecção de livros.
Questionado sobre a mudança de nome do Centro Cultural Municipal, o presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes, respondeu que, no último século, “não há um transmontano vivo com a qualidade em termos de valores e de conhecimentos associados à identidade transmontana como o professor Adriano Moreira”.
Além disso, o edil lembra que este equipamento cultural reúne a Biblioteca Municipal, a Biblioteca Adriano Moreira, o Conservatório de Música e a Academia de Letras de Trás-os-Montes. “É um único edifício”, justifica Jorge Nunes.
Recorde-se que o edifício onde funciona, actualmente, o Centro Cultural foi construído para acolher um Convento de Freiras Claras, posteriormente foi entregue aos padres da Companhia de Jesus, onde vieram a fundar um colégio prestigiado. Aquele espaço acolheu, ainda, o Seminário Diocesano, o Liceu Nacional e a Escola Preparatória Augusto Moreno.

Adriano Moreira comovido com a homenagem prestada em Bragança pela Marinha Portuguesa

Em 2004 assumiu a função de Centro Cultural Municipal e no Centenário da República adoptou o nome de Adriano Moreira, o que representa mais uma etapa na história deste edifício emblemático.
Durante a cerimónia o Professor Adriano Moreira mostrou-se comovido com a homenagem. “É uma coisa que me comove, sobretudo porque eu quando resolvi dar a biblioteca a Bragança, fi-lo em lembrança dos meus pais”, afirmou o homenageado, com a emoção estampada no rosto.
Também a entrega do Ferro de Fundear pela Armada Portuguesa teve um significado especial para o Professor de Direito, que aproveitou a ocasião para lembrar o Almirante Sarmento Rodrigues, um transmontano que foi Ministro do Ultramar. “Fui 50 anos professor do Instituto Superior Naval de Guerra e um dos momentos tristes da minha vida foi a extinção desse instituto”, salienta o catedrático.
Adriano Moreira lamentou, ainda, que o Centenário da República se celebre numa altura em que a vida portuguesa se aproxima muito daquela que determinou os republicanos a intervirem e a mudar o regime. “É um dia que pode servir para chamar à atenção para o papel da relação de Portugal com o mar e do que isso representa como janela de liberdade e de riqueza para nós ultrapassarmos a situação dificílima em que o País se encontra”, concluiu Adriano Moreira.

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