Mundo Rural absorve milhões do Leader
O Teatro Municipal de Vila Real acolheu, na passada sexta-feira, a cerimónia de entrega de Contratos de Financiamento aos beneficiários dos projectos aprovados na região Norte no âmbito do programa PRODER.
As candidaturas aprovadas representam 66 milhões de euros, que vão possibilitar a criação de 791 empregos directos, num total de 456 projectos aprovados.
A medida que teve o maior número de projectos apoiados foi a do desenvolvimento de micro empresas (135), seguida do desenvolvimento de actividades turística e de lazer (115 projectos), e ainda a diversificação de actividades de exploração agrícola (44 projectos).
O financiamento é a fundo perdido entre 40% e 60% do investimento em função dos postos de trabalho criados.
Presente na cerimónia esteve o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Rui Pedro Barreiro, que garantiu que antigamente a taxa de execução do Proder “era baixa, mas as coisas têm melhorados nos últimos anos”.
Rui Pedro Barreira explicou que aquele programa “é hoje conhecido como tendo recuperado um atraso e mostrado que existe e que a agricultura e o mundo rural estão presentes”.
Sobre as candidaturas aprovadas, o secretário de Estado frisou a importância de os apoios se destinarem ao aumento do número de postos de trabalho, ao apoio às pequenas e médias empresas e à inovação. “Demonstra que o Ministério da Agricultura está onde as actividades agrícolas contribuem de uma forma decisiva para a fixação de população no interior e para a criação de postos de trabalho. Ora este é um objectivo nacional face à crise em que nos encontramos, cada posto de trabalho tem um valor acrescido e no interior do país ainda têm mais valor porque nós queremos um país equilibrado”, referiu. O investimento ali anunciado é, para Rui Pedro Barreira, “a demonstração clara de que a agricultura tem importância decisiva na recuperação da economia portuguesa e pode ser o motor de desenvolvimento”.
No distrito de Bragança são três as entidades consideradas chefes de fila
No distrito de Bragança são três as entidades consideradas chefes de fila, nomeadamente a CORANE, para os quatro concelhos da Terra Fria (Bragança, Vimioso, Miranda do Douro e Vinhais); a DESTEQUE, na Terra Quente (Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães e Alfândega da Fé); e a Associação do Douro Superior (Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Mogadouro).
Para os quatro concelhos do Douro Superior foram aprovados cerca de 5 milhões de euros de investimento, sendo 2 milhões de euros a fundo perdido. O montante agradou a Ilídio Mesquita, responsável por aquela associação, que adiantou que a verba se destina a projectos variados, como pequenos comércios, turismo em espaço rural e empresas de animação turística. “Embora na região Norte se esteja a falar de mais de 60 milhões de euros de investimento, para o Douro Superior é uma pequena fatia, mas é o que nós podíamos ter. São projectos com dinheiro, alguns dos nosso promotores já receberam, tem havido celeridade nos pagamentos”, afirmou.
Igualmente satisfeito estava José Rodrigues, presidente do órgão de gestão da CORANE, que deu conta de que para os concelhos da Terra Fria foram aprovados mais ou menos 5 milhões de euros de investimento, com 2 milhões de euros a fundo perdido. “Houve vários projectos que mereceram aprovação. É bom. São de várias áreas de actividade, apoio social, casas de turismo rural”, realçou.
G.L.