Música para os ouvidos
Stone Age, Raro e Joe P, Incomum, Via Latina, Fado Vadio, Nível 6 e Olho Vivo foram apenas 7 das 14 bandas que tiveram a oportunidade de mostrar o seu valor no palco da cidade de Bragança.
Por ocasião das Comemorações do Dia Mundial da Música, a 1 de Outubro, o Teatro Municipal quase encheu para acolher um espectáculo que ultrapassou as três horas de duração.
Nesta 11ª edição, foi introduzida uma novidade. O já habitual anfitrião foi dispensado dos seus deveres, tendo sido trocado pelas próprias bandas que, ao terminarem a sua actuação, apresentavam a banda que se seguiria.
Um dos momentos altos da noite, que tocou a plateia, foi a homenagem feita por um dos músicos com uma canção dedicada a um professor de Educação Musical falecido recentemente.
Perante a comunidade brigantina, amigos e familiares, os músicos do concelho tiveram entre 10 a 15 minutos para surpreender um público atento e bem-disposto.
Entre a qualidade das inúmeras bandas, de sublinhar a amplitude de idades, já que actuaram músicos dos 11 aos 68 anos, o excelente desempenho dos técnicos de som e uma organização de bastidores “ao cronómetro”.
Certo é que, a Junta de Freguesia da Sé (JFS) tem ajudado à criação de novas bandas, motivando e divulgando o trabalho das já existentes. “Quando chegámos à Junta, em 1998, não havia essa preocupação e quando organizámos o primeiro evento relacionado com música, as Verbenas, havia, apenas, duas jovens bandas disponíveis. Era necessário fomentar!”, recorda Paulo Xavier.
Hoje, não são só as 14 bandas que estiveram no Teatro. “Hoje temos mais de 20 bandas… Só que, por motivos diversos, algumas não puderam actuar”, realça o autarca.
“Hoje temos mais de 20 bandas”, realça Paulo Xavier
O responsável, também ele com um passado intimamente ligado à música, conhece bem as dificuldades inerentes ao meio e todo o trabalho de bastidores que se concretiza aquando de um evento com a dimensão de 14 bandas em palco.
“Não é só estar em palco, tentar fazer o seu melhor e passar uma mensagem positiva e de qualidade para o público. É, também, o convívio entre bandas e músicos nos bastidores. O antes e o depois… O ambiente… Esta é uma marca indelével deste festival”, garante.
“Motivar estes simpáticos jovens músicos” é, segundo Paulo Xavier, a palavra de ordem. Para isso, a JFS pretende desenvolver outros eventos relacionados com a música. “Pensamos em fazer uma ou outra iniciativa de maneira diferente, na Primavera, pontualmente, com meia dúzia de bandas primeiro, outras seis depois e, assim, sucessivamente”, anuncia o responsável.