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Regresso a 1972

Regresso a 1972
  • 12 de Outubro de 2010, 10:56

Os formandos e formadores do Curso EFA (Educação e Formação de Adultos) – Logística e Armazenagem, encenaram uma peça de teatro sobre a região, intitulada Trás-os-Montes-1972, apresentada na passada sexta-feira, no auditório do Nerba -Associação Empresarial de Bragança.
A iniciativa pode ser considerada pioneira no âmbito da actividade formativa porque se aventura por caminhos mais inovadores ao nível do ensino. “É uma acção integradora que teve como principal objectivo divulgar e preservar as principais tradições populares da região transmontana e, por outro lado, desenvolver novas estratégias de aprendizagem, criando uma nova dinâmica em termos de conhecimentos e competências”, explicou Graça Martins, responsável pela ENSIBRIGA, entidade formadora.
A acção de formação foi financiada pelo POPH (Programa Operacional de Potencial Humano) e faculta equivalência ao 9º Ano de Escolaridade. Ao todo envolveu os 16 formados daquele curso, que se empenharam na pesquisa das vivências de há 38 anos atrás, mas também produziram os cenários, trataram do guarda-roupa e fizeram a selecção da música utilizada. “Os formandos tiveram a coragem de se expor para o exterior. É uma forma de trabalhar em equipa, é também uma forma de inter-relacionamento pessoal e social. Criam novas competências até em termos de cidadania”, acrescentou a docente.

Muitos dos formandos já tinham deixado os bancos da escola há décadas

A montagem da peça contou com o apoio precioso dos cinco formadores, como Henrique Estevinho que explicou que a actividade surgiu no tema ‘Cultura de Vida e Tradições Populares’. “Tem como objectivo rever tradições antigas, fizemos uma pesquisa a vários níveis, uma encenação destas não se faz todos os dias, mas os formandos conseguiram ultrapassar as dificuldades. Foi um trabalho de equipa”, referiu o formador.
Os formandos são provenientes de várias áreas de actividades e muitos já tinham deixado os bancos da escola há décadas. Valdemar Afonso, escolhido para porta-voz dos formandos, deu conta que a actividade agradou a todos. “Foi excelente fazer esta peça. Apesar do amadorismo, a nossa criatividade foi posta em prática. É muito útil ter participado, foi muito bom, todos se empenharam a fundo”, justificou.

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