Eólicas desenvolvem Terra Quente
Este fundo será assumido pela Perform 3, a empresa que venceu o concurso para a instalação de um Parque Eólico de 25 MVA nas Serras de Franco, Orelhão e Passos, orçamentado em 30 milhões de euros.
Segundo o vice-presidente da autarquia, António Branco a região tem crescido muito em termos de consumo. “Não falo só em Mirandela, tem crescido acima da média nacional, e isto é preocupante porque somos uma região que do ponto de vista energético devia ter maior cuidado com a sustentabilidade. Não podemos achar que somos ambientalmente correctos porque temos o rio, porque temos toda a biodiversidade e ao mesmo tempo somos um concelho que produz”, realçou.
A autarquia tem um projecto que aprovou recentemente, assente numa candidatura às acções renovadoras, chamado ‘Eco 21’. “Vamos criar uma matriz de carbono para começar a contabilizar as acções de Co2 no nosso concelho e começarmos a compensar essas emissões de Co2 através destes pequenos projectos”, acrescentou o autarca. Essas acções passam por micro produções de energia, poupança da água e outras.
Para o presidente do Grupo Perform 3 “é importantíssimo” criar oportunidades futuras de negócios para o bem ambiental da região. “Muita gente usa contrapartidas de dar e acabou, mas isso é como dar esmola a um pobre. Nós damos a cana de pesca, se for preciso o isco e ensinamos a pescar. Agora não podemos estar a dar o peixe. Encontramos um município que realmente tinha os mesmos sentimentos que nós, que partilha das mesmas ideias. Realmente o que é preciso é desenvolver e criar emprego para o futuro e não uma coisa que se dá uma vez, e depois se gasta e desapareceu”, justificou Vieira de Castro.
Este fundo de desenvolvimento conta com o capital da empresa e os 2,5% da despesa da facturação anual do Parque Eólico endossados à autarquia, estando já sinalizados quatro projectos, como revelou António Branco: “ redução do fluxo de iluminação pública, já em curso; instalação de 500 kWh de painéis solares; 150 kWh de equipamentos de eficiência energética; formação de técnicos na ordem de 100 mil euros; e um projecto de uma central biomassa associada ao bagaço de azeitona”.