Região

“Uma aposta ganha!”

“Uma aposta ganha!”
  • 19 de Outubro de 2010, 10:10

Na quinta-feira, à semelhança do ano transacto, a “Douro Jazz marching band”, a banda residente do festival, evocou os tradicionais desfiles de dixieland com uma arruada a calcorrear o centro histórico da cidade. À noite, foi a vez dos “The Postcard Brass Band” lotarem a Caixa de Palco do Teatro Municipal. No sábado, enquanto que o génio da guitarra, o norte-americano “Al Di Meola”, encantava em Vila Real no encerramento do Douro Jazz, em Bragança, o festival concluía-se com “Santos / Melo Quartet featuring Peter Bernstein”.
O primeiro concerto no teatro, também em Caixa de Palco, foi a 2 de Outubro, com as vozes femininas do Grupo Vocal “Jogo de Damas”. “Foi um espectáculo intimista, esgotadíssimo, a abarrotar. Onde caberiam 100 pessoas, estiveram 130, mas não poderia ter acontecido em auditório”, revela a directora do Teatro Municipal, Helena Genésio. Seguiu-se o “Biel Ballester Trio”, de Espanha, a 8 do corrente.
Quanto ao balanço final, traça um cenário positivo. “Sabemos que cativar novos públicos neste tipo de eventos é sempre difícil, até pela particularidade do festival. De toda a maneira, mantivemos, ou seja, não tivemos menos público do que o ano passado com o mesmo número de espectáculos (4), o que quer dizer que os objectivos estão cumpridos”, assegura.
A responsável do teatro, apesar de reconhecer que Bragança não tem público de jazz, admite que tem vindo a conquistá-lo. “Eu lembro-me da primeira vez que fizemos o Douro Jazz. O primeiro espectáculo que eu apresentei tinha 20 pessoas, não me esqueço disso! Vinte pessoas, há quatro anos, a ver jazz em todo o festival e eu aguentei. Eu sei que Bragança não tem público de jazz. Não tem!”, reconhece. No entanto, acrescenta, hoje temos um grupo de jazz que me aguenta casas cheias em caixa de palco e meios auditórios. Portanto, em quatro anos, ganhámos público em jazz e estamos sempre a conquistar novo público de jazz”.
Nas palavras de Helena Genésio, na base de tão escasso número de seguidores do jazz está o facto da cidade ter, também ela, “pouca gente”. “A realidade de Vila Real é incomparável com a de Bragança. Basta pensar que Vila Real tem três vezes mais população e está a uma hora do Porto. Estes são dois elementos que transformam imediatamente a realidade de uma cidade e de outra. Por exemplo, eu conheço imensa gente que vem do Porto a Vila Real ao Douro Jazz. É impensável vir alguém do Porto a Bragança para ver um espectáculo”, garante.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin