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Idosos na mira dos burlões

Idosos na mira dos burlões
  • 3 de Novembro de 2010, 11:18

A aldeia de Babe acolheu mais uma acção de alerta para situações de burla, levada a cabo pelo comando da GNR de Bragança. Durante a iniciativa, os agentes deram conselhos para as pessoas se protegerem de pessoas mal intencionadas.
“O objectivo é que as pessoas se possam defender por elas próprias, porque as autoridades não podem estar ao pé de cada um”, salienta José Rodrigues, do comando da GNR de Bragança.
Segundo o agente, no distrito de Bragança há registo de muitas situações de burla, com maior incidência no concelho de Macedo de Cavaleiros. No entanto, a maioria dos idosos enganados não apresenta queixa na GNR, ou por vergonha ou porque acham que não vão conseguir reaver o dinheiro ou os bens. “Na maioria dos casos não conseguem identificar o burlão”, acrescenta José Rodrigues.
Por isso, é no decorrer das acções de alerta que a GNR tem conhecimento da maioria das burlas, visto que os idosos se sentem mais à vontade para desabafar com as autoridades. “É muito difícil reaverem o dinheiro ou bens porque, na maioria das situações, não há testemunhas, as pessoas não conseguem identificar os burlões e as notas são todas iguais”, realça o agente da GNR.

Histórias de burlas repetem-se um pouco por todas as aldeias do Nordeste Transmontano

Durante a acção foram transmitidos alguns conselhos chave à população de Babe, na sua maioria idosa. Não deixar a chave na porta, não abrir a porta a estranhos, não falarem da sua vida nem da vida dos vizinhos com desconhecidos e protegerem as carteiras quando andam na rua foram alguns dos alertas deixados pelas autoridades.
José Rodrigues avisou os idosos que os vigaristas são bons comunicadores e fazem-se passar por cobradores da água ou da luz, amigos da família ou membros de uma congregação religiosa.
Os idosos são um alvo fácil, porque são frágeis, têm um pé-de-meia, que na maior parte dos casos guardam em casa. No entanto, a GNR também relata histórias de pessoas que se deslocaram de Vinhais a Bragança, na viatura dos burlões, para levantar uma elevada quantia de dinheiro numa instituição bancária, que acabaram por entregar aos autores do conto do vigário.

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