Mel rende 4,5 milhões de euros
O mel representa 0,4% da produção do sector da floresta, uma área que tem um peso de 11% no PIB (Produto Interno Bruto) nacional.
Os Valores que levam Manuel Gonçalves, presidente da Associação de Apicultores da Terra Fria, a defender que a produção meleira “é um negócio onde vale a pena investir”, uma vez que se trata de um ramo em crescimento.
Em Trás-os-Montes existem, actualmente, cerca de 88 mil colmeias, que têm um lucro anual de 4,5 milhões de euros, não somando a este valor os rendimentos de produtos associados, que equivalem a 40% das mais valias. O mel transmontano representa, actualmente, 15,2% da produção nacional. Na região verificou-se, em 2010, um crescimento de 5% em número de efectivos. Os produtores dos quatro concelhos da Terra Fria, nomeadamente Bragança, Miranda do Douro, Vinhais e Vimioso vendem directamente 40% da sua produção nas suas explorações, perto de 200 toneladas. O restante entra na Casa do Mel, em Bragança, que trata da sua comercialização, quer através da venda rotulada e com denominação de origem protegida (DOP) ‘Mel do Montesinho’, quer como marca branca para outras empresas que embalam e distribuem com a sua própria etiqueta.
A maior dificuldade dos apicultores é a colocação do produto no local de consumo
O sector também está a sofrer um rejuvenescimento, ao contrário do que acontece na agricultura. A média de idades ronda os 42 anos, e maior parte do novo investimento parte de jovens, 80% são detentores de licenciaturas. Os novos investidores apostam também nos derivados, como o pólen, o pró-polen, a geleia-real, e produtos de cosmética. “O Mel de Montesinho é vendido a cerca de quatro euros o mel corrente ronda entre 2 a 2,5 euros”, frisou Manuel Gonçalves.
A maior dificuldade dos apicultores do Nordeste Transmontano é a colocação do produto no local de consumo, devido à distância, pois os maiores consumidores são lojas da especialidade que estão em Lisboa, Porto e Coimbra. “A mais valia fica na distribuição”, acrescentou o responsável.
Apesar dos proveitos significativos, a apicultura continua a ser encarada como uma actividade complementar. “É um rendimento líquido e directo, os produtores são ressarcidos de imediato, por isso vale a pena”, frisou o presidente da Associação de Apicultores.
G.L.