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Gaita-de-foles com futuro

Gaita-de-foles com futuro
  • 7 de Dezembro de 2010, 11:24

A Gaita-de-foles atinge, hoje, a região em pleno e relembra-lhe a cultura e o misticismo das suas gentes. Desde o raiar de um novo século, que o instrumento tradicional que caracteriza, não só Trás-os-Montes, com também Portugal, tem vindo a conquistar fervorosos adeptos. Inclusive, entre os mais jovens. A paixão nasceu! Uma que não vibra, apenas, pela Gaita-de-foles, mas pela música tradicional em geral.
Margarida Guimarães Moreira toca desde os seus seis anos. Actualmente, com nove, confessa: “Vi uma vez um rapaz a tocar e entusiasmei-me. Agora, gosto muito!”.
Também Tiago Rodrigues, de 15 anos, aderiu recentemente “ao movimento”, desde Fevereiro de 2010. “Sou novo nisto, mas está a ser uma experiência muito boa! Vou, de certeza, continuar”, admite o adolescente. “Comecei a tocar porque é um instrumento tradicional da nossa terra. Eu sou da aldeia de Sacoias e na Festa dos Rapazes, tocam sempre e eu incentivei-me e vim aprender”, afirma.
Ambos os jovens, aprendem os secretismos do instrumento no Conservatório de Bragança. O seu professor, Paulo Preto, é um dos três elementos do Galandum Galundaina. Um dos grupos de música anciã que serve de inspiração e modelo aos pequenos e não tão pequenos aprendizes.
A título particular e colectivo, Paulo tem sido um senhor da música tradicional e um dos grandes impulsionadores da Gaita-de-foles. “Temos de divulgar aquele que era o instrumento rei da nossa região e que estava completamente perdido há 14 anos. E, hoje, temos a juventude aqui em grande força a tocar e já a fazer o seu percurso tradicional”, desvenda o docente de há duas décadas. Para além das crianças da classe de Gaita-de-foles no Conservatório, Paulo Preto ensina Educação Musical no Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, onde tem um clube de Gaita-de-foles.

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