Confiança no futuro
A crise directiva prende-se com o facto do presidente do clube trasmontano, Maurício Colpas, ter “ abandonado” a direcção do CAM e a consequente saída do plantel de três jogadores tidos como “fundamentais”. Uma situação que será explicada mais tarde, prometendo a gestão do CAM repor “a verdade dos factos ”, avançaram os responsáveis pelo clube trasmontano.
Fundado há 20 anos, foi, sobretudo, na última década que o CAM evolui, tendo concretizado o “sonho” de chegar à primeira divisão nacional. Objectivo conseguido após vários anos a disputar campeonatos distritais e escalões menores da modalidade.
Neste momento, o clube ocupa o último lugar da tabela classificativa do campeonato nacional de modalidade, sem ter averbado vitórias até ao momento.
O técnico e director do CAM, Artur Pereira, afiançou que há “muita carolice dentro da estrutura do clube” e falta de apoio das entidades locais, para que se possa fazer face às despesas com o plantel e deslocações. Desde a sua entrada no escalão maior do futsal, o orçamento do CAM chegou a atingir os 150 mil euros numa só época. “Somos uma clube do interior, as viagens à região de Lisboa são dispendiosas, os custos para manter o plantel por vezes são incomportáveis. Há alturas em temos que tirar dinheiro do nosso bolso para colmatar as despesas”, constatou Artur Pereira. O técnico vai mais longe, garantindo que o clube “tem travado lutas desiguais” com os seus adversários da primeira divisão nacional.
“Com uma restauração do clube é possível atingir o fulgor de outros tempos”, acredita. O CAM pode mudar o ciclo que atravessa, pois existem atletas de vários países sul-americanos que vêm na estrutura uma porta de entrada no futsal europeu. “Todos os dias recebemos e-mail de atletas com vontade de fazer parte do plantel do CAM, mas para já não é possível”, afiançou.
Trata-se, agora, de apostar nas camadas jovens, encontrar um novo presidente que acompanhe a estrutura já montada e procurar reforços para que seja possível alcançar melhores resultados.
“Ainda não é tempo de atirar com a toalha ao chão”, finalizou o técnico mogadourense, mostrando-se “ esperançado” no futuro do colectivo.