Região

PSD acusa Câmara de gastar milhões em obras desnecessárias

PSD acusa Câmara de gastar milhões em obras desnecessárias
  • 13 de Janeiro de 2011, 10:57

A Comissão Política Concelhia do PSD de Freixo de Espada à Cinta teceu duras críticas ao Executivo camarário, eleito pelo PS, pela suspensão do funcionamento das Piscinas Municipais Cobertas, até Março.
A construção das piscinas custou cerca de 3 milhões de euros. A sua utilização foi gratuita por um período inicial. “As receitas, essas, tão necessárias a cobrir pelo menos parte do funcionamento das piscinas, nunca foram geradas e a sua frequência por parte de milhares de “hermanos” dos “ayuntamientos” da província de Salamanca também nunca se efectivou”, lamentou António Morgado, presidente da Comissão Política do PSD.

O presidente da Câmara, José Santos, já reagiu ao comunicado social-democrata, explicando que o município este ano vai contar com menos 250 mil euros de Orçamento, devido aos cortes do Estado. “Nós vamos ter de poupar onde for possível”, assegurou.

A autarquia freixenista delineou um pacote de medidas para fazer face à crise, com o objectivo de reduzir despesas. “Decidimos suspender o funcionamento das piscinas durante os meses em que exigem um maior consumo de energia, uma vez que a falta de sol inviabiliza que os painéis solares do equipamento produzam. No resto do ano são quase auto-suficientes em termos energéticos”, referiu o autarca.
Os cortes orçamentais implicam ainda a suspensão de duas publicações do município e a extinção de um cargo de vereação, “numa altura em que há menos actividade”, acrescentou o edil.

José Santos lamenta que a oposição esteja a utilizar a crise para atacar o município.

“Apesar de nas reuniões de Câmara as suas opiniões irem no sentido oposto”, sublinhou.

PSD diz que há mais olhos que barriga

Por seu turno, António Morgado diz que para Freixo de Espada à Cinta foi traçado um rumo ilusório “através do qual se vive acima das posses, com mais olhos do que barriga e a factura quando chegar vai ser pesada”.
A localização dos equipamentos fora do perímetro da vila, bem como os avultados investimentos que implicaram, também merecem as críticas de António Morgado. “Construir Multiusos deslocados do acesso fácil das pessoas, Piscinas Cobertas de dimensões de fazer inveja aos municípios vizinhos, e o complexo desportivo/estádio de futebol que está para vir, não são a melhor política de gestão para as já extensas contas de endividamento da autarquia”, sustenta. O PSD considera que a “Câmara está financeiramente estrangulada”.
Na longa lista de aspectos negativos, António Morgado refere ainda o Mercadillo, que acabou, e a construção de um estádio de futebol. “Um estádio para as equipas que não temos, pago com o dinheiro que não temos”, realçou. Acusando o município de em 2010 ter transferido 5.000,00 € “para uma equipa de futebol que já não existe”.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin