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Lar do Lombo a meio gás

Lar do Lombo a meio gás
  • 26 de Janeiro de 2011, 10:17

O Lar do Lombo, inaugurado em Setembro do ano passado, está a funcionar a meio gás, devido à falta de acordos com a Segurança Social. Com capacidade para servir 95 pessoas nas valências de lar e apoio domiciliário, esta infra-estrutura acolhe, apenas, 20 utentes, em regime de lar privado.
“Não está a funcionar como lar social, mas sim como lar privado, porque ainda não conseguirmos os acordos com a Segurança Social para comparticipar a estadia dos idosos”, afirma o provedor da Santa Casa de Macedo de Cavaleiros (SCMMC), Castanheira Pinto.
O desejo do responsável pela gestão da instituição é que o Lar do Lombo funcione numa vertente social, para a qual a Misericórdia está vocacionada.
No entanto, sem os apoios do Estado, a instituição é obrigada a cobrar 750 euros pela estadia de cada idoso, um valor incomportável para a maioria das pessoas da região.
“As reformas são baixas, por isso só podem estar no lar com a ajuda financeira dos filhos. Temos pessoas que têm familiares emigrados e quiseram resolver a situação antes de regressarem ao estrangeiro. Mas há outros idosos que não têm a retaguarda dos filhos ou familiares para comparticiparem a estadia”, salienta o provedor.

Mensalidades pagas pelos utentes dão, apenas, para pagar os salários aos 12 funcionários

Castanheira Pinto realça a moderna tecnologia e o conforto do lar, mas garante que representa encargos elevados para a SCMMC.
“A mensalidade dos utentes é, apenas, para pagar aos 12 funcionários. Só as facturas de gás e electricidade rondam os 5 mil euros por mês”, contabiliza o provedor.
O lar tem capacidade para 55 utentes, o que leva Castanheira Pinto a lamentar o facto de haver camas disponíveis quando há pessoas a precisar. “Se tivéssemos os acordos o lar estava cheio. Há pessoas à espera, mas não têm dinheiro para pagar o lar privado. A Segurança Social costuma comparticipar por volta dos 370 euros, com a reforma dos idosos já não precisam do apoio dos filhos”, sustenta o responsável.
O provedor afirma que já teve várias reuniões com a Segurança Social, mas a resposta é sempre a mesma. “Dizem que não têm dinheiro. Temos esperança que durante este ano ainda vamos conseguir pelo menos alguns acordos”, confessa o responsável.
Castanheira Pinto lamenta, no entanto, o facto de ter camas vazias e do apoio domiciliário não funcionar por falta de acordos com a Segurança Social.
Recorde-se que a construção do Lar do Lombo, que representa um investimento de mais de 2,3 milhões de euros, foi apoiada pela Fundação Luxemburguesa Félix Shaome.

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