Assaltantes a ourives condenados
Três dos quatro indivíduos envolvidos no assalto a um ourives de Bragança foram condenados, na passada sexta-feira, a penas de prisão efectiva, que oscilaram entre os seis anos e os seis anos e dez meses em cúmulo jurídico pelos crimes de roubo, coação agravada e danos.
Segundo a rádio Brigantia, João Reis, Carlos Pais e Ernesto Costa foram condenados a prisão efectiva, ao passo que João Fonseca, o ourives de Vila Nova de Gaia que também foi implicado no assalto, foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa por igual período, por receptação de objectos roubados, mediante o pagamento de 20 mil euros ao ourives bragançano.
A sentença determinou, ainda, o pagamento de uma indemnização de 177 mil euros ao ourives pelos quatro condenados, pela perda dos artigos em ouro, visto que grande parte deles já tinham sido derretidos e transformados em barras.
O roubo remonta a 2009, quando o ourives bragançano regressava a casa de uma feira em Torre D. Chama, tendo sido albaroado por um veículo perto da aldeia de Edrosa, no concelho de Vinhais.
O ourives foi surpreendido por dois homens que dispararam sobre ele e o empurraram por uma ribanceira. Os assaltantes ainda ameaçaram de morte o neto da vítima, na altura com 14 anos, levaram várias malas com ouro e prata e, ainda, mil euros em dinheiro.
Segundo o acórdão, o objectivo dos indivíduos que protagonizaram o assalto terá sido atrasar a chamada das autoridades.
À Brigantia, os advogados dos dois condenados admitiram poder vir a recorrer da sentença. Já a vítima do assalto mostrou-se insatisfeito com a sentença aplicada e disse mesmo que o dinheiro da indemnização nem chega para uns pneus novos para a carrinha.
As penas foram justificadas pelo juiz pela abundância de casos de assaltos a ourives em Portugal e pela violência utilizada neste assalto, que causou alarme social numa região considerada pacata.