Cartas não chegam a Quintanilha
Foto: Rui Ferreira
As cartas não chegam às caixas de correio de Quintanilha, no concelho de Bragança. Quem o diz é a população, que está descontente com o serviço de distribuição postal dos CTT de Bragança.
Segundo os habitantes da aldeia, o problema arrasta-se desde Novembro passado, altura em que os carteiros começaram a justificar a não entrega da correspondência com a falta do número da porta e do nome das ruas. No entanto, a maioria das pessoas já corrigiu a morada e a correspondência continua sem chegar.
“Há cartas que têm o número da porta e o nome da rua e não chegam, como é o caso da pensão”, afirma Antónia Pires, de 64 anos.
As queixas repetem-se um pouco por toda a aldeia. As pessoas apontam o dedo aos CTT pelo mau serviço que estão a prestar a quem vive na freguesia. “ Tenho tido problemas com o correio. As cartas não chegam e tenho ido pedir segundas vias. Ainda não paguei multas, porque tenho estado atento”, afirma João Carlos Fernandes, de 70 anos.
Autarca de Quintanilha afirma que o problema da distribuição postal se estende a outras aldeias do concelho
A população garante que a toponímia existe, apenas, desde Agosto do ano passado, mas lembram que antes as cartas chegavam sempre ao destino. “Há dois anos atrás não existiam números e os carteiros entregavam as cartas. Agora tem havido problemas, mesmo com as moradas completas”, constata o presidente da Junta de Freguesia de Quintanilha, José Carlos Fernandes.
O autarca salienta mesmo o exemplo de uma carta enviada pela Segurança Social para um utente de Quintanilha, que foi emitida com a morada completa, mas a correspondência acabou por ser devolvida ao remetente.
José Carlos Lopes afirma, ainda, que os problemas com a distribuição postal no concelho de Bragança não se verificam, exclusivamente, em Quintanilha. “Já foi aprovada uma moção na Assembleia Municipal de Bragança para resolver o problema da distribuição nas freguesias, mas até agora o problema não foi resolvido”, acrescentou o autarca.
O Jornal NORDESTE contactou o director do Centro de Distribuição Postal dos CTT de Bragança, Pascal Félix, que remeteu quaisquer esclarecimentos para os CTT a nível nacional. Contactamos os CTT, que não deram qualquer resposta até ao fecho desta edição.
Vozes
João Carlos Fernandes
70 anos
“Tenho tido problemas com o correio. As cartas não chegam e tenho ido pedir segundas vias, como é o caso das facturas da PT. Ainda há pouco tempo uma carta foi parar à aldeia de Veigas”.
João Fernandes
69 anos
“Antigamente entregavam-nos as cartas, porque nos conheciam. A partir de Novembro deixaram de nos conhecer. Ainda há dias devolveram um vale que a minha sogra mandou para a filha e antes chegavam sempre”.
Judite Carvalho
75 anos
“Os problemas com a entrega das cartas não têm sido poucos. A carta da água não me é entregue. Estamos muito insatisfeitos com o serviço dos correios. Já fui a todo lado pedir para pôr o número da porta e algumas continuam a ir para trás”.
Antónia Pires
64 anos
“As cartas do telefone, do banco vão todas para trás. Desde que pusemos os números da porta e os nomes das ruas começou a haver problemas. Há cartas que têm número e não chegam. A nossa pensão também não chega e já tem a morada completa”.