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Assembleia inviabiliza empréstimo da Câmara

Assembleia inviabiliza empréstimo da Câmara
  • 23 de Fevereiro de 2011, 10:03

A Assembleia Municipal de Bragança (AMB) votou contra o empréstimo de 675 mil euros que a Câmara Municipal pretendia contrair para avançar com a 2ª fase da ciclovia e com a requalificação do antigo forno comunitário.
A proposta foi apresentada na sessão de sexta-feira da AMB, e contou com 49 votos a favor, 22 votos contra e 13 abstenções, na sua maioria de presidentes de Junta e deputados do PSD. No entanto, para o empréstimo ser aprovado, o número de votos tem que corresponder a mais de metade dos membros da Assembleia em funções.
Esta situação levou a bancada do PS a afirmar que Jorge Nunes “não reúne condições políticas para levar o mandato até ao fim”, visto que o próprio PSD se manifestou contra o endividamento do município. Vítor Prada Pereira, deputado municipal e líder da Concelhia socialista, realça que o chumbo deste empréstimo é “uma vitória do bom senso”. “São obras desnecessárias para a cidade e que não têm rentabilidade nenhuma”, defende o deputado do PS.
A CDU, na voz de José Brinquete, também se manifestou contra. “As obras devem enquadrar-se nas prioridades do município em função dos meios que tem. Não fazia sentido nenhum estar a pedir um empréstimo para endividar ainda mais a Câmara e pagar juros à banca”, realça o deputado.

Chumbo do empréstimo leva Câmara a deixar para segundo plano as obras que não têm financiamento comunitário

Entre os votos contra da oposição esteve, ainda, o CDS-PP, por considerar que o dinheiro do crédito se destinava a “obras supérfluas”. “Não são essenciais para o desenvolvimento do concelho e servem para o presidente da Câmara se mostrar e trazer figuras do litoral do País”, acrescenta Guedes de Almeida.
Já o Bloco de Esquerda (BE) considera que este empréstimo iria comprometer as gerações futuras. “ Aquilo que este executivo propunha era a contratação de mais um empréstimo a médio e longo prazo, de largos milhares de euros, para um conjunto de obras que, na nossa opinião, não mereciam tal empenho”, enfatiza Luís Vale, deputado municipal do BE.
O Movimento Sempre Presente, através do deputado João Lourenço, defende que o chumbo é a decisão mais adequada para os interesses do concelho.
O presidente da CMB, Jorge Nunes, tem uma visão diferente. “O facto de termos menos recursos financeiros próprios obriga-nos a fazer menos investimento comunitário, o que é um prejuízo evidente para o município”, justifica o edil.
Tendo em conta que a ciclovia e o forno comunitário são co-financiados, a autarquia vai avançar com estas obras, deixando para segundo plano os projectos que não são comparticipados por Bruxelas.

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