Bragança reorganiza serviços municipais
A Câmara Municipal de Bragança (CMB) vai implementar a reorganização dos serviços municipais, assente numa estrutura hierarquizada composta por cinco unidade orgânicas e um número máximo de 12 unidades flexíveis. Esta alteração, que vai ter implicações directas para os trabalhadores municipais, foi aprovada, por maioria, na última Assembleia Municipal.
O presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que esta reorganização vai avançar de forma progressiva. “Nenhum trabalhador vai ser afectado em nada. Queremos operacionalizar, de forma progressiva, os serviços e dar mais oportunidades a pessoas que estão dentro da instituição, para poderem aceder a lugares de chefia com remunerações superiores àquelas que têm actualmente”, explica o edil.
O autarca afirma mesmo que há alterações que só poderão ser postas em prática com a ampliação do edifício central da Câmara. “O balcão único de atendimento ao munícipe, por exemplo, vai obrigar as pessoas a ter uma capacidade de resposta transversal. Para isso, é preciso ter uma chefia qualificada”, salienta Jorge Nunes.
No entanto, o edil considera que uma vez que o actual sistema está a funcionar bem, não há pressa para implementar a reorganização dos serviços. “Não está nas nossas preocupações imediatas fazer qualquer perturbação ou revolução. Por isso, para já vamos manter o modelo de organização que a autarquia tem actualmente, que é um modelo verticalizado e eficaz”, realça Jorge Nunes.
Estes argumentos não convencem a oposição que votou contra a reorganização dos serviços. José Brinquete, deputado da CDU, denuncia que os representantes dos trabalhadores, implicados no processo, não foram ouvidos pela autarquia.
A mesma posição é partilhada por Guedes de Almeida, do CDS, e por José Lourenço, do “Movimento Sempre Presente”, que acrescentam, ainda, a falta de fundamentação da parte do município para a reorganização dos serviços, justificando assim os votos contra esta medida.