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Mirandela acolhe Agência de Desenvolvimento

Mirandela acolhe Agência de Desenvolvimento
  • 11 de Março de 2011, 00:48

A sede da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) vai ficar em Mirandela. Esta é uma das contrapartidas pela construção da barragem de Foz Tua, que vai submergir 16 quilómetros da linha de comboio centenária. Segundo a Cadeia Regional de Informação (CIR), a decisão foi tomada em consenso entre os autarcas das cinco câmaras que integram esta nova agência, nomeadamente Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Alijó e Murça.
Em declarações à CIR, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, adianta que a sede vai funcionar, de forma provisória, no edifício da Associação de Municípios da Terra Quente.
“Ficará, provisoriamente, na Associação de Municípios, para que funcione já, visto que esta estrutura tem quadros suficientes para dar apoio a eventuais candidaturas que possam surgir. Depois tentaremos ter uma sede definitiva através da recuperação da antiga estação”, salienta o edil.
Recorde-se que as Assembleias Municipais dos cinco municípios já aprovaram a adesão a esta agência, bem como os estatutos, pelo que esta estrutura poderá começar a funcionar ainda durante este mês.
Inicialmente, a ADRVT vai gerir um fundo de desenvolvimento regional na ordem dos 20 milhões de euros.

Agência deverá começar a trabalhar ainda este mês em prol do desenvolvimento do Vale do Tua

“Esse valor será de 10 anos de antecipação da renda da EDP pela exploração da barragem, que dá cerca de nove milhões de euros para projectos indutores de desenvolvimento e mais 9 milhões de euros de adiantamento para explorar e tratar o Parque Natural que vai ser feito à volta da barragem”, explica José Silvano.
O edil mirandelense adianta, ainda, que a EDP fica com uma verba de 1,7 milhões para a criação de auto-emprego e 500 mil euros para o funcionamento e montagem da associação.
Recorde-se que a agência será constituída com um capital social repartido pelas cinco autarquias, que detêm 51por cento, os restantes 49 por cento pertencem à EDP.
A par do fundo de desenvolvimento, está, ainda, definido um plano de mobilidade alternativo para o Vale do Tua, cujo investimento ascende aos 35 milhões de euros.
Esta mobilidade será explorada pela Agência de Desenvolvimento e implica a extinção da empresa Metro de Mirandela, bem como a realização de obras na linha.
A assembleia-geral vai agora nomear um director-executivo para a ADRVT. A equipa ficará completa com mais uma administrativa e alguns técnicos.

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