A história do dinheiro no Bragança Shopping
Notas e cédulas carregadas de história compõem a exposição intitulada “ Papel Moeda da República”, da autoria de Luís Manuel Tudella, patente ao público no Bragança Shopping.
A directora do Centro Comercial, Mariema Gonçalves, explica que esta é a segunda mostra alusiva ao dinheiro, da responsabilidade do mesmo autor. “A anterior era sobre a moeda. Esta é uma recolha fantástica, que nos dá a história de todo o dinheiro em nota a partir do momento em que surgiu em Portugal. Convido todos os clientes a visitarem esta exposição”, salienta a responsável.
Por sua vez, Luís Manuel Tudella, coleccionador e autor da exposição, realça que o dinheiro é um veículo importantíssimo de transmissão de cultura de um povo. “Esta exposição mostra-nos parte da História de Portugal. Temos monarcas, descobridores, poetas, monarcas, que deram a sua face às notas”, acrescenta o coleccionador.
Entre as cédulas expostas encontramos algumas com ligação à região, como é o caso da cédula emitida pela Câmara de Bragança, datada de 1921, ou de cédulas emitidas pelos municípios de Mirandela e Torre de Moncorvo.
“Esta exposição tem o mérito de mostrar não só cédulas, mas também notas do Banco de Portugal”, enaltece Luís Tudella.
Os pedaços de história que se encontram no Bragança Shopping remontam aos tempos em que o escudo era uma moeda forte. “Durou cerca de 90 anos, ou seja passou por duas guerras mundiais, quatro gerações, diversos conflitos, crises económico-financeiras, uma guerra ultramarina e depois foi substituído pelo euro”, constata o autor da mostra.
Nesta exposição, patente ao público até 24 de Março, também é feita uma alusão aos nomes que foram dados ao dinheiro ao longo dos tempos, como é o caso da nota de 20 escudos, com a esfingue de Santo António, carinhosamente apelidada de Santo Antonico ou de uma de 500 escudos, que, pela sua cor, ficou a nota camarão.
Luís Tudella salienta, ainda, que esta mostra é muito interessante para os mais velhos, para recordarem as notas que lhe passaram pelas mãos, e para os mais novos, para verem a beleza das notas e o valor intrínseco e cultural que elas transmitem.