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Jovens rendem-se à Banda de Bragança

Jovens rendem-se à Banda de Bragança
  • 16 de Março de 2011, 08:24

A maioria dos músicos que tocam na Banda Filarmónica de Bragança (BFB) tem menos de 25 anos de idade. Esta é uma das bandas mais jovens do País, graças aos reportórios dinâmicos e futuristas, que integram peças Pop e Rock, que cativam a juventude.
Chéu Líbano abraçou os comandos da Filarmónica da capital de distrito há cerca de quatro anos e desde então tem feito um trabalho notável no recrutamento de jovens, alguns já com formação musical.
Actualmente, o corpo da banda é composto por 38 músicos, mas há mais 32 jovens que já estão em formação na escola, para poderem vir a integrar o grupo principal. “Por norma, a formação tem a duração de um ano lectivo, mas agora estamos com um projecto para formar músicos em, apenas, cinco meses, depois fazem o aperfeiçoamento já dentro da banda”, realça o maestro.
Por sua vez, o presidente da direcção da Filarmónica, Olímpio Fernandes, reconhece que o facto do maestro ser professor no Conservatório de Bragança é uma mais valia para que a banda possa crescer com qualidade, visto que a maioria dos jovens já tem formação nesta área.
Aliás, a formação musical, nomeadamente Conservatório, licenciatura e três mestrados na área da Música, permite a Chéu Líbano encarar uma banda filarmónica de uma forma mais moderna, contrariando a imagem antiga destes grupos de músicos, que tocavam, apenas, solfejo.
As romarias continuam a ser o principal palco dos músicos da Filarmónica da capital de distrito, mas em 2009, estes músicos deram uma novo passo no mundo do espectáculo, ao realizarem o primeiro concerto no Teatro Municipal de Bragança (TMB).
“Nos concertos eles apresentam-se com um ar muito mais sinfónico e mais eclético e o TMB tem-nos ajudado nisso. Fazemos dois concertos por ano no Teatro, o que obriga a dois reportórios diferentes por ano, ou seja um reportório de 6 em 6 meses”, salienta o maestro.

Banda Filarmónica de Bragança quer continuar a crescer para poder aceitar convites que representam voos mais altos

Para continuar a inovar, Chéu Líbano afirma que a BFB está no bom caminho. Por um lado, já adquire os reportórios de forma legal, permitindo aos compositores escrever mais e melhor, por outro lado, associa o ensino da música a um trabalho mais moderno, fugindo ao tradicional solfejo. “É isto que leva os jovens a prenderem-se às bandas, porque hoje em dia há grandes tentações, como é o caso das consolas, que são mais aliciantes do que o associativismo”, lembra o maestro.
Continuar a crescer é a palavra de ordem para esta Filarmónica, que ainda não pôde aceitar o convite para actuar no Europarque, em Santa Maria da Feira, porque ainda não tem o número de músicos suficiente.
No entanto, a banda já percorreu o País, de Norte a Sul, e garante que caso surjam convites para o estrangeiro também está disponível para se deslocar. O objectivo é levar o nome de Bragança o mais longe possível e, ao mesmo, tempo contribuir para o crescimento destes jovens músicos.
“A formação musical nunca pára, porque temos que estar um bocadinho à frente do nosso tempo, porque, como dizia um professor meu, a peça que gostamos mais de dirigir é a que ainda não foi escrita”, remata Chéu Líbano.
O maestro realça, ainda, que as bandas são verdadeiras escolas de música, principalmente nas aldeias, e dá o seu exemplo, que começou, aos 10 anos, na Banda Filarmónica de Carviçais.

Nova sede na antiga escola de S. Sebastião

A nova sede da Banda de Bragança vai ser na antiga escola primária de S. Sebastião. Actualmente, os músicos ensaiam, entre três a quatro vezes por semana, na Escola Miguel Torga, mas Olímpio Fernandes acredita que até ao final da Primavera a Filarmónica poderá mudar para o novo espaço. Aqui, os músicos poderão ensaiar e, ao mesmo tempo, conviver.
O objectivo é mudar para a casa nova, um edifício cedido pela Câmara Municipal de Bragança, antes do Verão, que é a altura em que os músicos percorrem as festas da região, sempre que sejam solicitados para a parte religiosa ou para concertos.

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