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População descontente com as obras em Izeda

População descontente com as obras em Izeda
  • 16 de Março de 2011, 08:29

A população de Izeda está descontente com as obras de requalificação da rua principal, que atravessa a vila. Os trabalhos que estão a ser levados a cabo tiveram início em Dezembro do ano passado, já sofreram avanços e recuos, e não contemplam a construção de passeios, nem de infra-estruturas para o escoamento de águas pluviais.
Na vila, a maioria das pessoas reconhece a importância de arranjar esta via, integrada na EN 217, que se encontrava com o piso muito irregular e com buracos, o que punha em causa a segurança dos automobilistas. No entanto, os populares não se conformam com a falta de planeamento da obra, uma vez que só estão a ser recolocados os paralelos no corredor central.
Os habitantes da vila lembram que a construção de passeios é uma prioridade, visto que a população é idosa e há crianças que se deslocam, diariamente, para a escola. “A mim e ao meu marido ainda um dia destes nos ia apanhando um carro”, afirma Maria Ângela, moradora em Izeda.
O escoamento de águas pluviais é outro problema, visto que quando chove formam-se poças na via. “No dia em que choveu parecia uma piscina”, denuncia João Calejo, habitante na vila.
Confrontado com esta situação, o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro, afirma que se trata de uma obra das Estradas de Portugal (EP), mas garante que a autarquia já solicitou à empresa que também construa os passeios e as infra-estruturas para escoamento das águas. “Disseram-nos que na empreitada que foi lançada não tinha sido contemplada, que não podiam ser considerados trabalhos a mais porque a lei também não o permite, mas que iam avaliar essa situação e iriam analisar face às prioridades e às verbas disponíveis”, afirma o autarca.

Município aproveitou o facto da calçada ter sido levantada para investir 78 mil euros na substituição das condutas de água

Por sua vez, Orlando Pontes, natural de Izeda, critica o facto de não ter sido construída uma infra-estrutura para receber fios aéreos, nomeadamente da luz, telefone e para, no futuro, colocar a rede de fibra óptica.
Rui Caseiro afirma que a autarquia só avançou com a substituição da rede de abastecimento de água e não com o sistema para colocar os fios subterrâneos, porque se trata de uma infra-estrutura que é colocada nos passeios e não na via pública.
Em relação ao abastecimento de água, o autarca realça que o município investiu cerca de 78 mil euros para levar a cabo esta empreitada, um montante superior ao que gastou as EP, que investiu, apenas, 63 mil euros na requalificação da avenida.
Para que esta obra não fique incompleta, Rui Caseiro garante que a autarquia vai estar em contacto com as EP.
“Estamos a fazer força junto das EP para que a obra seja completada, porque também entendemos que a forma como está não satisfaz os interesses da população, visto que está a pôr em causa a segurança dos peões”, remata Rui Caseiro.

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