Clube de Bragança sopra 100 velas
A história do Clube de Bragança remonta à implementação da República, altura em que surgiram centros para debater e difundir os ideais republicanos em todo o País e Bragança não foi excepção. Aqui, o Clube de Caçadores foi então transformado no Centro Republicano Emídio Garcia, que resistiu até 1935, altura em que, em plena ditadura, perdeu o nome de baptismo e passou a chamar-se Clube de Bragança.
Passa assinalar o centenário do Clube, o professor João Cabrita levou a cabo um estudo sobre esta instituição emblemática para a cidade, compilando a informação já existente sobre esta casa e, ao mesmo tempo, acrescentando mais dados, sobretudo sobre o republicano que baptizou o centro.
A investigação levada a cabo por João Cabrita foi compilada em livro e apresentada, na passada sexta-feira, no âmbito das comemorações do centenário do Clube de Bragança.
“Durante o meu trabalho, que iniciei em Setembro, encontrei informação sobre a história, mas não havia praticamente nada sobre Emídio Garcia. Era uma lacuna que existia. Por isso, penso que para além de compilar o material que estava disperso, também consegui acrescentar alguma coisa”, salienta João Cabrita.
A aproximação do Clube da comunidade, através da promoção de eventos sociais, culturais ou artísticos, é um dos projectos para o futuro
Por sua vez, o coordenador das comemorações do centenário do Clube, Júlio de Carvalho, afirma que vai apresentar uma proposta para que esta casa se volte a chamar Clube Republicano Emídio Garcia. “Faz todo o sentido, porque tem alma republicana”, enaltece Júlio de Carvalho.
Ao longo dos anos, esta instituição passou por momentos altos e baixos, mas os sócios mais antigos guardam memórias dos tempos em que o Clube tinha uma forte actividade cultural, social, artística e, até, política.
Manuel Gomes é o presidente da Comissão Administrativa, que gere esta casa há cerca de três meses, mas também é o sócio número um do Clube de Bragança. Em dia de festa, Manuel recorda que no último ano em que fez parte da direcção também foi o último ano em que se realizaram os bailes de Carnaval. “Eram colossais”, recorda.
Actualmente, o clube conta com mais de 200 sócios, mas Júlio de Carvalho afirma que são poucos os que pagam as quotas.
Para que o Clube volte a ter um papel de relevo na sociedade brigantina, Manuel Gomes afirma um dos objectivos é voltar a aproximar este espaço da comunidade, através da promoção de eventos sociais, artísticos ou culturais.