Memórias de Bruçó
O espólio literário do concelho de Mogadouro está mais rico com a obra “Bruçó, As Memórias Paroquiais de 1747 e 1758, Notas Históricas e Etnográficas”, apresentado na Biblioteca Municipal Trindade Coelho, em Mogadouro.
Com autoria de Antero Neto, o livro divide-se em três capítulos, sendo o primeiro dedicado às Memórias Paroquiais do séc. XVIII. Nesta parte, o advogado descreve a estrutura administrativa e produtiva da época, tendo como referência a obra do Pe. Luís Cardoso.
No segundo capítulo destaca-se um “breve ensaio” sobre o topónimo “Bruçó”, bem como a dissertação sobre a festa solstício dos “Velhos e Chocalheiro”, rituais de Natal que o autor disseca e tenta enquadrar. De referir, ainda, um estudo sobre o “Castelo dos Mouros”.
Finalmente, na terceira parte do livro é feita a resenha da evolução demográfica da freguesia de Bruçó, desde o primeiro censo oficial de 1864, até aos dias de hoje.
“É a minha primeira incursão neste campo, e representa um reencontro com uma paixão antiga pela História e Arqueologia”, salienta o Antero Neto, natural da aldeia focada na obra.
Trata-se do segundo livro do advogado, sendo que o primeiro, com o título “Serões do Planalto” é uma colectânea de contos, lançada em 2006 sob a chancela da editora “Labirinto”.
A edição deste livro contou com o apoio da Junta de Freguesia de Bruçó e da Câmara Municipal de Mogadouro.