Cachão britânico e prático
O Cachão parecia ter o jogo bem estudado, esperou pelo adversário e, depois, tentou com passes de 30 metros isolar o trio maravilha desta equipa Grilo, Fábio e Pinhel. Com os mesmos pontos na tabela e ambos em primeiro (15 pontos), a partida para além desse aliciante, tinha a virtude de saber quem seria mais prático na hora de criar as diferenças. E foi quase sempre o Cachão a defender na primeira parte e a abrir brechas na defesa canarinha. O meio campo tinha Zé Pedro e V. Hugo activos e um Paulo Lima de classe técnica, mas muito lento nas transacções. Mais, Eddas esteve afastado e ainda não está em forma. Na primeira parte, um golo para o Bragança era justo, mas Ricardo não deixou. Na 2ª parte, era o que se podia prever, lances no poste e na barra do guardião forasteiro. Sorte de campeão que em dois contra ataques ganhou o jogo. Mas este não se compadece com justiças e o empate era o mais lógico.
Agora vem aí a 2ª volta com o Bragança a andar atrás do prejuízo, após ter perdido 3 pontos frente ao mais seu directo perseguidor. No entanto, quem se esquecer do Macedo e Mãe D`Água pode estar a cometer um erro grave. O Macedo está ao nível destas duas equipas, num campeonato que promete ser o melhor de sempre em Juniores A.
Ganhou o Cachão pela ausência e perdeu o Bragança pela falta de pontaria.