Santa Maria quer outra farmácia
O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, Jorge Novo, quer a abertura de um novo concurso para a instalação de uma farmácia que sirva os interesses da população daquela zona da cidade. O autarca já enviou mesmo um pedido à Autoridade do Medicamento e Produtos da Saúde – INFARMED para a abertura de um novo procedimento concursal que indique precisamente o local onde o equipamento tem que ser instalado.
“Vamos ser claros. Se nós lutamos pela instalação da farmácia foi para que ela fosse colocada junto da zona histórica para servir a população mais idosa e para servir a população que está nas Instituições Particulares de Solidariedade Social que ali estão instaladas, bem como a população estudantil e os bairros novos da freguesia de Santa Maria”, realça o autarca.
Jorge Novo acrescenta, ainda, que é obrigação da Junta de freguesia continuar a lutar pela instalação de uma farmácia na zona histórica, visto que a farmácia instalada no limite da freguesia, junto ao Centro de Saúde de Santa Maria, não serve a população idosa que vive nesta zona da cidade.
“Não estamos satisfeitos, por isso exigimos que um novo concurso seja aberto”, assevera o autarca.
Jorge Novo quer uma nova farmácia na zona histórica para servir as necessidades da população
Recorde-se que o anterior concurso demorou cerca de seis anos a ser concluído e a localização escolhida pelo vencedor não agradou ao autarca, que realça o facto do novo equipamento não servir os interesses das populações. No entanto, o INFARMED considerou esta localização legal, pelo que Jorge Novo pede agora uma nova farmácia para servir a população da zona histórica.
“Nós não estamos interessados na farmácia pela actividade económica, mas sim por aquilo que ela significa, por um lado de assistência medicamentosa e, por outro lado, da promoção da saúde e de dar condições a quem vive na zona histórica. É mais uma âncora para fixar pessoas na zona histórica”, salienta Jorge Novo.
Caso não obtenha uma resposta da parte do INFARMED, o autarca afirma que vai bater à porta do governo. “Vamos esperar pelo novo governo e junto dos responsáveis da Saúde pedir que haja um interlocutor que seja sensível aos nossos argumentos”, remata Jorge Novo.