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1 milhão para o Centro Cultural de Vinhais

1 milhão para o Centro Cultural de Vinhais
  • 3 de Maio de 2011, 14:21

A adaptação deste edifício emblemático representa um investimento de cerca de 1 milhão de euros, comparticipado em 85 por cento por fundos comunitários, sendo os restantes 15 por cento suportados pelo município vinhaense. A obra deverá ser concluída no prazo de cerca de um ano e meio.
O presidente da CMV, Américo Pereira, realça que a autarquia já investiu cerca de 300 mil euros na recuperação do telhado e das fachadas deste palácio, que remonta ao século XVIII. “É um edifício bonito, de grande dignidade, que está bem situado, e vai albergar o Centro Cultural e a biblioteca às expensas da Câmara”, salienta o edil.
Entre as valências que fazem parte do Centro Cultural destaque para as salas de exposições permanentes e temporárias e para o auditório com 250 lugares, com boas condições de acústica, que vai permitir a realização de espectáculos, mas também pode albergar eventos sociais ou empresariais.

Biblioteca vai ser instalada pela autarquia nas antigas cavalariças do Palácio dos Condes de Vinhais
Obter financiamento para este equipamento não foi tarefa fácil e só à quarta tentativa é que a Câmara conseguiu a aprovação do projecto. “Foi extremamente difícil obter financiamento, porque Lisboa tem alguma dificuldade em perceber quais são as dinâmicas de desenvolvimento regional e também tem alguma dificuldade em perceber que a cultura também não é um exclusivo do litoral”, justifica Américo Pereira.
Por sua vez, o presidente da CCDR-N, Carlos Duarte, enaltece que o investimento feito para revitalizar este património classificado assenta na matriz de desenvolvimento sustentado para o futuro. “É claramente uma intervenção que consideramos de mérito e deveria ser uma prioridade na afectação de fundos nacionais e comunitários”, acrescenta o responsável.
Este edifício, adquirido há duas décadas pela CMV, também vai albergar uma biblioteca. Para a requalificação deste espaço, que vai nascer nas antigas cavalariças, a autarquia não conseguiu financiamento, visto que se tratava de um investimento pequeno para ser apoiado pelo Ministério da Cultura. “Qualquer espaço com quatro ou cinco salas é suficiente para acolher comunidades na ordem dos 10 mil habitantes e é isso que nós vamos fazer. Depois para a instalação da biblioteca iremos precisar do apoio do Ministério da Cultura ao nível da aquisição de livros e de equipamentos”, conclui Américo Pereira.

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