Velhos são os trapos
Na hora marcada, os carros antigos começavam a chegar junto à sede do NAC, para rumarem até Espanha. O percurso iniciava-se em Bragança, passando por Zamora e Medina de Rioseco. Este ano, o NAC aliou-se ao clube de Zamora na organização deste passeio. “Queremos reatar com aquilo que se tinha perdido nos últimos sete ou oito anos. Nunca mais fizemos passeios com o clube de Zamora, com a associação de Zamora dos amigos dos automóveis antigos, e agora resolvemos voltar a organizar algo em conjunto. E assim também cumprimos com o nosso calendário”, explica Rodrigues da Silva, secretário da direcção do NAC.
Neste passeio de fim-de-semana, estiveram presentes 47 participantes e 21 carros antigos que foram ao ponto de encontro marcado no outro lado da fronteira onde estariam à espera 34 participantes divididos por 16 carros antigos.
Os participantes aderiram a este passeio para conviver, apreciar a natureza e também a gastronomia. “Nestes passeios há sempre uma vertente fenomenal que é a gastronomia. Por isso aderi a este passeio e porque a companhia é também fundamental para se viver”, refere Manuel Ferreira da Silva, participante e ex-automobilista de competição.
Um dos carros mais antigos a marcar presença no passeio datava do ano de 1959. Para além deste estiveram presentes diversas marcas, tais como MG, Triumph TR4, Mercedes ou Porsche.
Quando se pergunta se venderiam o carro, a resposta é unânime: “por dinheiro nenhum”. A organização promete que para, o ano, haverá mais.
Suzana Rodrigues