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“As obras estão aí”

“As obras estão aí”
  • 24 de Maio de 2011, 14:57

Jornal Nordeste (JN) – Que tipo de sacrifícios podem esperar os eleitores do distrito de Bragança nos próximos anos?
Mota Andrade (MA) – Há grandes obras em curso e o que é preciso é criar as bases para potenciar todos os investimentos que estão a ser feitos no distrito de Bragança, que não tem paralelo.
Nas acessibilidades, quando eu dizia há 6 anos que o nosso compromisso era fazer a auto-estrada, o IP2 e o IC5, muita gente se ria e a verdade é que as obras estão aí contra a opinião do PSD.
Isto é que são factos, mas não ficamos só por aí. Hoje, por exemplo, nós vamos de Mogadouro a Vimioso numa belíssima estrada, como vamos também de Vimioso a Miranda do Douro. Como a obra que está a ser feita no concelho de Vinhais, entre Sobreiró de Cima e a Lomba. Também entre Salgueiros e Santalha, entre Rebordelo e Mirandela, obras muito importantes, de milhões de euros. Em Mirandela, por exemplo, se há PSP é porque nos últimos 6 anos houve um Governo do PS, que fez com que tivessem ficado mais 80 famílias na cidade, que é o número de agentes que existe nessa esquadra. Quando o Governo foi do PSD, o que aconteceu é que a PSP foi extinta em Macedo de Cavaleiros e Torre de Moncorvo e preparavam-se para a extinguir em Mirandela, como o autarca local bem sabe.

JN – Falando na questão das acessibilidades, um dos temas mais quentes foi a introdução de portagens na futura auto-estrada. Já disse publicamente que não concorda com esta medida…
MA – O que acontece em relação às auto-estradas do interior é que, todas elas, fruto de um acordo com o PS, o PSD obrigou a que todas elas fossem portajadas, senão não havia orçamento de estado para 2011. Isso é que é um facto. Em 2011 era preciso um Orçamento de Estado e PSD pôs como contra-partida que todas as auto-estradas, mesmo as do interior, que todas as SCUT tivessem portagens.

“Nas acessibilidades, quando eu dizia há 6 anos que o nosso compromisso era fazer a auto-estrada, o IP2 e o IC5, muita gente se ria e a verdade é que as obras estão aí contra a opinião do PSD”

Em relação à auto-estrada transmontana, ainda não houve alteração ao contrato inicial e, o que está no contrato inicial é que só há portagem na variante Vila Real e na variante de Bragança. Isso está desde início. Eu espero que isso depois seja visto pelo próximo Governo e seja devidamente analisado. Se me pergunta a minha opinião pessoal, eu também acho que durante determinado tempo, não deve haver qualquer portagem.
JN – Relativamente à Barragem do Tua, não acha que a EDP, como consta do caderno de encargos dessa obra, devia providenciar a construção dos 16 quilómetros que serão afundados?
MA – Não há hipótese. A barragem de Foz Tua ou é feita naquele local ou não é feita. O paredão de uma barragem não se pode deslocar 100 metros para cima ou 100 metros para baixo…
Há aqui uma questão importante, é que esses grandes investimentos só podem existir desde que hajam pessoas para transportar. Só há transporte ferroviário quando há muita gente, porque é um transporte pesado e, só existe rentabilidade quando há muita mercadoria para transportar ou pessoas. Infelizmente, nessa zona não há nenhuma das duas.
Mas em matéria de barragens, deixe-me que lhe diga que foi o PS que lançou a Barragem do Baixo Sabor e os reforços de potência em Bemposta e Picote, obras de largo milhões de euros e que envolvem centenas de postos de trabalho.
JN – Os Serviços de Atendimento Permanente nos Centros de Saúde, lembro-me de ouvir dizer que só iriam encerrar quando estivessem prontas as acessibilidades no distrito. Já encerraram em Fevereiro e as acessibilidades ainda não estão prontas. O que é que mudou entretanto?
MA – Chegou-se à conclusão que o número de atendimentos que se faziam nesses SAP´s não justificava o seu funcionamento à noite.
Nós não encerrámos nada para poupar dinheiro. Não encerrámos escolas para poupar dinheiro quando fazemos um investimento de 60 milhões em infra-estruturas do parque escolar. Não encerrámos SAP´s para poupar dinheiro, quando só o helicóptero custa 3 milhões por ano e em termos dos Centros de Saúde fez-se um investimento de 14 milhões de euros. Não são trocos. Em termos do Centro Hospitalar, foram 25 milhões de euros.
As pessoas já não precisam de andar a correr para Macedo de Cavaleiros ou para Bragança para terem uma simples sessão de fisioterapia.
Nós estamos melhor do que estávamos há quatro anos, desde o helicóptero, mas também com o que se criou em termos de Urgência Básica em Foz Côa, Macedo de Cavaleiros e em Mogadouro.

“Quando o Governo foi do PSD, o que aconteceu é que a PSP foi extinta em Macedo de Cavaleiros e Torre de Moncorvo e preparavam-se para a extinguir em Mirandela, como o autarca local bem sabe”

JN – Acha que a escolha de um candidato para um partido adversário que não é da região, como acontece agora pela segunda vez consecutiva, acaba por facilitar a propaganda do PS?
MA – Quando se põe alguém que nunca veio ao distrito de Bragança ou que não tem nada a ver com o distrito de Bragança, acho que não é ofensa aos dirigentes do partido que têm de receber esse alguém. Não! É uma ofensa é ao povo da região! É a falta de consideração que eu dizia e essa é a grande diferença entre o PS e o PSD. É que o PS dá a cara com gente de cá, gente da terra que conhece os nossos problemas e, quando está no Governo, resolve os problemas da terra.

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