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“Tivemos uma psicóloga a trabalhar com a equipa”

“Tivemos uma psicóloga a trabalhar com a equipa”
  • 1 de Junho de 2011, 07:54

Frente a equipas com outros orçamentos e bases de captação, arrebatou o título distrital de Juniores A. Ao INFORMATIVO DESPORTO, contou alguns dos segredos da conquista. Como o aconselhamento psicológico aos jogadores antes do jogo decisivo.

Informativo Desporto: Foi uma grande conquista. Estava à espera deste título?
Rochinha: À espera está-se sempre. No campeonato, ninguém joga para perder e nós, quando entramos, a ambição é vencer todos os jogos.

ID: Qual foi o segredo?
R: Foi a humildade, o espírito de grupo que se criou, foi o mais importante. Mas posso dizer que na última semana tive uma psicóloga, a dra. Cristina Gomes, a trabalhar com a equipa. Estivemos dois dias com ela. Deu-nos uma grande ajuda, pois acalmou os jogadores, deixou-os mais tranquilos. Quem viu o jogo reparou que, mesmo a jogar com nove jogadores, havia um espírito muito grande e uma entreajuda fenomenal. Nem que expulsassem mais jogadores, acabaríamos por ganhar o jogo.

ID: Chegou a pensar que o título poderia estar comprometido?
R: Principalmente na segunda parte, apesar de confiar na minha equipa, sempre pensei que as coisas poderiam piorar. Mas vi o tal espírito de equipa e, a partir daí, acreditei.

ID: Como se lembrou de recorrer a uma psicóloga?
R: Já tinha isso em mente quando estive no Sport Clube de Mirandela. Mas não deixaram fazer isso e, ali, no Cachão, pensei nisso. Ela prontificou-se desde logo a trabalhar connosco. Também falei com o presidente, que aceitou. Acho que a psicóloga faz falta, não só a nível dos miudos mas também nos séniores porque nós, adultos, por vezes precisamos de uma palavra de carinho, de incentivo e conforto. E é diferente o treinador dizer uma coisa, e ser a psicóloga. Utiliza palavras totalmente diferentes. Eles absorvem mais depressa aquilo que é a psicóloga diz.

ID: E agora, como vai ser a nova temporada?
R: Tinhas duas propostas, uma da associação de Vila Real e outra de Bragança. Mas o projecto que tenho aqui no Cachão, trabalhar só com formação, e a amizade que tenho pelo Presidente e o carinho que tenho por este clube, que me deu a alegria de voltar a treinar, fazem-me ficar.

ID: E é um projecto a quantos anos?
R: Este é de três anos embora o meu projecto seja de ano para ano, gosto de fazer de época para época. Não gosto de pensar no futuro, porque é imprevisto. Mas fiquei contente por aquilo que temos feito. Penso que na próxima época poderemos melhorar alguns aspectos que estamos a começar a semear. Há pessoas que não estavam habituadas a novos métodos de trabalho e, com tempo e paciência, vamos tentar fazer melhor porque eles merecem. É um clube que só trabalha formação e há poucos no nosso distrito que façam isso.

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