Burla com “purificadores” de água
Em finais de Abril passado, Óscar Morais foi contactado por uma empresa de Vila Real, que lhe analisou a água e “detectou bactérias e calcário prejudiciais à saúde”. “Fiquei algo apreensivo, pois tais análises nunca antes tinham sido feitas na hora e ao domicílio, mas sim em laboratório. Mas com a evolução das tecnologias pensei que a explicação fosse fidedigna, e como sou honesto acreditei também que estivesse a ser sincera”, recorda o empresário.
Para resolver o problema, a técnica da empresa propôs diversas formas de tratamento da água, que passavam por equipamentos que a própria empresa comercializava, inclusive com facilidades no pagamento. “Acabei por aceitar o tratamento de Osmose Inversa (8 litros por hora) porque não queria colocar em risco a minha saúde nem a da minha família”, explica Óscar de Jesus.
Contudo, algumas semanas mais tarde, insatisfeitos com o sabor da água, contrataram novas análises a uma empresa de Bragança, que não detectou qualquer problema na água do furo. Já a do filtro tornava a água prejudicial à saúde. “Nas análises consta que retira as propriedades essenciais à vida humana, como os nitratos ou o pH”, salienta o empresário, que pediu esclarecimentos à empresa de Vila Real, mas sem sucesso.
Até agora, o empresário gastou cerca de 400 euros. O equipamento e todo o processo de instalação teria o valor final de 1980 euros, mas com as facilidades de financiamento, Óscar Morais apenas pagou o sinal num total de 100 euros, tendo já ordenado ao banco a anulação dos pagamentos mensais.
Óscar Morais espera pela resposta da empresa de Vila Real e exige a desinstalação do aparelho e a anulação do contrato celebrado.