Região

Turismo à volta das aves

  • 17 de Junho de 2011, 09:40

A tese foi defendida por Paulo Travassos, investigador do Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade de Trás -os – Montes e Alto Douro (UTAD), no decurso da Festa das Aves que decorreu no passado fim de semana em Vila Chã da Braciosa, concelho de Miranda do Douro.
“É importante trazer as pessoas a estes locais de observação de aves para poderem observar de perto, as espécies que por vezes só vemos em documentários televisivos”, acrescentou o investigador.
A aprovar a afirmação, está José Borges um observador de aves, que gastou seis horas numa viagem que o trouxe desde Almada até à pequena aldeia transmontana, situada em pleno coração do PNDI.
“Fui capaz de observar um papa-figos, uma ave muito bela, que tem um canto muito melodioso, e pela primeira vez que me desloquei a esta região para observar aves, tive esse privilégio, acrescentou o ornitólogo amador.
Desde o papa-figos, melro das rochas, passando por outras aves de pequeno porte, até aos reis dos céus como o abutre do Egipto, britango, grifo ou águia de bonelli, a região do PNDI acolhe algumas das espécies mais raras da avifauna europeia.

“ É importante trazer as pessoas a estes locais de observação de aves para poderem observar de perto, as espécies que, por vezes, só vemos em documentários televisivos”

No entanto para que esta actividade se torne “proveitosa” tem de ser ter me conta que é “imprescindível” dispor de algum equipamento como binóculos, máquina fotográfica ou um telescópio e um bom exemplar do “guia do observador de aves”, para assim se poder identificar as espécies, ou tirar duvidas sobre exemplares semelhantes.
Apesar de o região do PNDI ser um verdadeiro “santuário” para as aves rupícolas e várias espécies de pequenas aves, nem sempre é fácil observa-las em território natural, já que algumas são tímidas, ou os grupos de observadores não escolhem as horas do dia mais propícia para o efeito, tudo aliado ao ruído provocados por alguns observadores “menos cautelosos”.
“De futuro a organização terá de ter em conta os horários mais propícios para a observação de aves, porque que há espécies que não aparecem a toda a hora e por vezes não temos a sorte de as contemplar”, explicou ao longo da caminhada Aníbal Gonçalves, um dos participantes.
No entanto, o observador de aves, não deixou de dizer que teve a oportunidade de observar espécies raras como o martin pescador ou o melro das rochas, salientando o convívio com outros participantes.
A região do Douro Internacional acolhe na sua área, mais de três dezenas de espécies que se tornaram “emblemáticas” em todo o espaço europeu.
A iniciativa foi promovida em conjunto pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, juntamente com Associação de Proprietários de Pombais Tradicionais do Nordeste e o Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD.

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