Região

Campanha ignorou Regionalização

  • 29 de Junho de 2011, 10:38

JN – Não acha que o debate sobre a Regionalização esteve ausente da campanha eleitoral, nomeadamente aqui no distrito?
JS – Completamente. Todos nós sabemos que a Regionalização só pode avançar se o País tiver meios económico-financeiros para poder levá-la a cabo.
Eu entendo que, não sendo ela prioritária, não deve ser banida dos programas eleitorais, nomeadamente do PSD, que é um partido reformista, até porque as assimetrias e a coesão só se resolvem com a Regionalização. E se isso for provado, pode ser que a Regionalização possa ser entendida, não como um desperdício de dinheiro, mas como um meio para poupar e fazer a coesão territorial, que de outra forma não se faz.
Actualmente, põe-se a questão da fusão ou não fusão das autarquias locais ou das Juntas de Freguesia. Então porque não juntar a Regionalização a esta discussão? Se caminharmos para as mega-autarquias, depois é muito mais difícil partir para a Regionalização. Se estas medidas forem discutidas paralelamente, pode ser que uma reforma ajude a implementar a outra.

JN – Teme que uma Reforma Administrativa represente uma perda considerável de postos de trabalho e o abandono na nossa região?
JS – O problema é esse. Pode haver formas de organização do território que também estejam disponíveis para absorver grande parte dos trabalhadores. Caso contrário, o que se ganhar em eficiência, perde-se em postos de trabalho e em pagamentos de subsídios de desemprego. Se a taxa de desemprego no distrito de Bragança atingir mais de 20 por cento, é uma catástrofe nacional.

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