Guerra civil inédita na Função Pública
O primeiro golo do jogo (GNR A) acordou a equipa dos funcionários da Abade de Baçal, que entrou na expectativa de ver como a turma militar iria funcionar tacticamente. Na primeira parte houve poucos espaços o golo da GNR A foi uma desatenção da defesa adversária. O mesmo se pode dizer do golo do empate, a 40 segundos do intervalo, eram muitas as cautelas e a força física dos militares estava para aparecer, era uma questão de tempo, até porque o tecnicista Nuno Pereira era o único em campo por parte dos rapazes do ensino. Num ápice o 1-1 foi para 4-1, erros graves nas marcações não deram possibilidades ao guarda redes Carlos Fernandes (Abade Baçal). Foram golos frontais, o que não é muito normal, numa equipa com um pivot forte como Alberto Pais. O 4-2 apareceu num livre directo.
A segunda meia-final do torneio ditou uma “guerra civil militarizada” no encontro decisivo. A equipa B da GNR (BT) bateu a surpresa da prova, a Caixa Geral de Depósitos, mas só após prolongamento. Os banqueiros tiveram o pássaro na mão, estiveram a ganhar por 2-0 até 14’ do final, mas erros de marcação originaram o prolongamento. Foi provavelmente o jogo que mais fez bater corações, a bancada não resistia a tanta emoção. Foi delirante ver o público num simples jogo de futsal amador. Ficou provado o amor à causa e mais, o calor do jogo deu para ver que o inimigo foi a falta de concentração e a desorientação de alguns atletas.
O 2-1 já a caminhar para uma Caixa finalista, foi um copo de água gelada, a equipa não se partiu mas recuou demasiado e o físico já não dava, perante uma equipa que Beto Silvestre (treinador) queria ver na final (GNR B). Um defesa da Caixa isolou um militar e o empate veio já sobre os minutos finais. No prolongamento, a 44 segundos do fim, surgiu o 3-2.