Região

Deputados temem contágio à A4

  • 12 de Julho de 2011, 13:58

Tanto Adão Silva, do PSD, como Mota Andrade, do PS, lamentam a decisão de parar as obras por três meses, que vai trazer ainda um atraso maior ao troço entre Amarante e Vila Real, e temem que a futura A4 possa a correr o mesmo risco.
Do consórcio Auto-Estradas do Marão, a quem foi adjudicada a obra em 2008, fazem parte Somague Itinere, MSF Concessões, MSF Empreiteiros, Somague Engenharia e Itenere. Para já, desconhecem-se as razões da paragem, decretada por três meses, mas Mota Andrade garante que o financiamento da obra “estava garantido”, pelo que é possível que o dinheiro tenha sido gasto noutros projectos, com a dificuldade do financiamento das empresas portuguesas a poderem ter ditado este atraso, pedido pela concessionária à Somague.
Já Adão Silva tem “muito receio de uma contaminação” com o que está a acontecer, tanto para a A4 como para o IP2 e IC5. “Seria lamentável, quando as obras estão adiantadas e com grande alteração do traçado, o que perturbaria a circulação das pessoas”.
Mas Mota Andrade lamenta “a falta de uma posição conhecida por parte do Governo”, sobretudo do ministro da Economia e Obras Públicas.
O deputado socialista, em tom irónico, aventa que a culpa pode ser “do Governo PS, por ter lançado a obra”.
Já Adão Silva garante que fará “tudo para sensibilizar o Governo para que esta situação não caia num impasse” moroso.

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