Bandas tocam ao desafio
Este evento, organizado pela Fundação INATEL, já não acontecia na cidade há mais de 30 anos.
Dezenas de pessoas, incluindo crianças, marcaram presença no espectáculo e até cantarolavam as músicas tocadas pelas bandas.
O director da Agência de Bragança da Fundação INATEL, Pedro Rêgo, realça o facto deste espectáculo ser transversal a todas as idades, até porque entre os músicos que integram as duas filarmónicas há muitas crianças e jovens.
Apesar dos despiques de bandas serem uma tradição mais característica da zona do Minho, na região transmontana os desafios entre bandas também marcavam os tempos de antigamente. “O meu pai fazia parte da banda dos Zíngaros e lembro-me dos músicos irem para as aldeias e de fazerem despiques com outras bandas”, recorda Teresa Lobato, de 74 anos.
Espectáculo entre as Bandas de Bragança e Izeda marcado por repertórios que alternaram entre o clássico e o moderno
Os dois maestros preparam o espectáculo a pensar no público. Chéu Líbano, maestro da Banda de Bragança, garante que um despique se prepara como outro espectáculo, mas há pormenores a ter em conta. “A única diferença num desafio destes é estarmos atentos também ao trabalho que a outra banda tem para oferecer ao público e tentarmos que a banda que toca em segundo esteja também de acordo com o reportório que a outra banda está a tocar”, realça o maestro.
Já o jovem maestro da Banda de Izeda, Hugo Diz, realça que, independentemente do desafio, o mais importante é o convívio entre os músicos e proporcionar um bom espectáculo ao público.
Para o ano, o INATEL promete repetir o evento, até porque, segundo o director regional do Norte da Fundação INATEL, Armindo Oliveira, a Fundação tem apostado na formação e apoio aos grupos musicais, bem como na promoção de eventos culturais.