Região

Cateter esquecido no braço de criança

  • 27 de Julho de 2011, 07:57

Na noite de quarta para quinta-feira, a menina, com dois anos e 10 meses, chegou ao serviço de urgência apresentando febre, tosse e expectoração. Ficou em observação durante a noite e acabou por ser internada no serviço de pediatria onde teve necessidade de receber antipiréticos por via venosa, através do uso de um cateter.
Sexta-feira teve alta de manhã e antes de sair, o pai, Paulo Peres, acompanhou a filha à sala de tratamentos para retirar o cateter do pulso esquerdo. Conta que viu “só uma pontinha cortada e a gaze estava manchada com sangue. Ou seja a parte de dentro não saiu, faltava ali qualquer coisa”.
Pediu explicações à enfermeira que lhe terá respondido que teria “caído para o chão”, mas Paulo Peres garante que não viu nada. Por isso exigiu que fosse feita uma radiografia.
A criança acabou por ser transferida para o Hospital de S. João no Porto. A intervenção teve de ser feita noutra unidade porque os cirurgiões no Hospital de Bragança informaram que “a cirurgia teria de ser feita com recurso a anestesia geral e que se surgissem complicações não havia cirurgião vascular”.
No Porto, os cirurgiões também não conseguiram retirar o cateter porque segundo explicaram aos pais seria “demasiado fino e estava difundido com os tecidos”. No entanto, esclareceram que não causaria grandes problemas e que poderiam ocorrer duas situações: “ficar lá para sempre e ser absorvido pelo organismo ou manifestar-se mais tarde através de um calo e aí regressar à cirurgia para ser removido”.
Director clínico do CHNE
anuncia abertura de processo de averiguações

Segundo Paulo Peres, os profissionais terão dito ainda que este problema poderia ter resultado de um defeito do material, situação que os pais da criança querem ver agora esclarecido. Por isso, já apresentaram uma queixa no Gabinete do Utente do CHNE porque querem apurar os responsáveis pelo sucedido. Mas ponderam também avançar com uma acção judicial. “Estou a organizar-me psicologicamente para fazer as coisas da melhor maneira” refere Paulo Peres.
Contactado pelo Jornal NORDESTE, o director clínico do CHNE não quis fazer comentários até haver conclusões de um inquérito que vai mandar instaurar. Sampaio da Veiga garante que a situação vai ser esclarecida. “O processo de averiguações deverá estar concluído dentro de 10 dias e os pais da criança serão os primeiros a ter conhecimento dos resultados”, assegura o responsável.

Sandra Bento

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin