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Alimentar porta a porta

Alimentar porta a porta
  • 9 de Agosto de 2011, 10:24

“É uma responsabilidade tripartida, por nós, Cruz Vermelha, pela Segurança Social que sinaliza os agregados familiares e pela Santa Casa da Misericórdia, entidade que acolhe os bens alimentares para a área rural”, explica o responsável.
Desde que começou a percorrer o concelho de Bragança a equipa da Cruz Vermelha já distribuiu 30 toneladas de alimentos. “É uma dura realidade e, dada a conjuntura económica de Portugal, sabemos que cada vez mais as pessoas têm dificuldade em adquirir bens. O que só aumenta a nossa necessidade em ajudar e o nosso trabalho”, refere o responsável.
Delmina Paiva, viúva, não se esconde na vergonha de quem tem escassos recursos para alimentar o filho menor e desabafa ao jornal NORDESTE que, se não fosse o apoio da Cruz Vermelha, a “vida era mais difícil”. Delmina “faz o que pode” para que nada falte ao pequeno Diogo, que desenha um sorriso assim que vê os sacos carregados de arroz e farinha a entrarem na sua porta. “Já vai dar para uns meses”, afirma.
Quando não dá, resta-lhe a caridade dos vizinhos. “Às vezes vou ajudar a minha vizinha no campo e ela lá me dá um saco de batatas”, conta.
Apesar da família Paiva ser uma das 250 famílias sinalizada pela Segurança Social, é no terreno que a Cruz Vermelha encontra mais “casos urgentes para serem tratados”.
“Há pessoas esquecidas que têm os mesmo direitos. O concelho de Bragança é muito grande, as pessoas não têm possibilidades para se deslocar, as dificuldades aumentam e, consequentemente, o nível de pobreza”, explica Joaquim Queirós.
A entrega porta a porta de bens alimentares pela Cruz Vermelha termina dia 11 de Agosto.

Joana Vieira

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