Férias culturais
A noite quente convidava à festa, o cenário estava montado e as crianças vestidas a rigor. A exposição arqueológica patente no Museu deu o mote, e aos poucos, as “estrelas da festa”, com idades entre os 3 e os 13 anos foram mostrando tudo o que aprenderam durante o mês de Julho.
“Hoje a festa é das crianças, para as crianças e para os pais”, disse a monitora Ana Brilhante. Arqueóloga de profissão, vê nestes meses mais do que um trabalho. “É um prazer enorme. É muito gratificante, não escondo o cansaço. Mas é um, cansaço saudável”, referiu enquanto acertava os últimos pormenores para mais uma apresentação.
Desde o primeiro dia que a festa final foi preparada pelas mãos das crianças. “Elas ajudaram na produção, criaram as roupas, ensaiaram as danças e até escreveram um música”, afirmou a monitora. Acrescentando que as oficinas de dança e artes plásticas ajudaram “para que nada falhasse e as crianças se divertissem.”
Durante o período de férias os mais pequenos partiram à descoberta do património de Bragança, organizaram peças de teatro, fizeram desporto, contactaram com a música e com a dança.
Ana Maria Afonso, directora do Museu, vê na abertura das portas da instituição à comunidade infantil uma forma de “desmistificar a ideia de que o museu é um espaço fechado e elitista”. “Com as actividades de Verão aproximamos a componente pedagógica à lúdica. Educamos a brincar e o espaço ganha uma nova vida”, assentou a directora.
Para este mês, o programa já está definido e a organização conta em receber mais crianças.
Joana Vieira