População quer asfalto até ao Colado
Aquela área de lazer é dinamizada pela Associação Protectora Amigos do Maçãs (APAM), que, no passado fim-de-semana, organizou as primeiras Jornadas Transfronteiriças dedicadas ao Ambiente, que reuniram portugueses e espanhóis nas margens do rio Maçãs.
Os acessos a este local de grande valor natural são o grande problema. O presidente da APAM, António Ramião, afirma que o asfalto do caminho continua a ser uma luta da colectividade, para conseguir atrair mais pessoas ao Colado. “Há quem vá para o lado espanhol, porque do outro lado há asfalto até ao rio”, constata António Ramião.
O presidente da Junta de Freguesia de Quintanilha, José Carlos Fernandes, também se mostra indignado com o estado em que se encontra o caminho e lembra que o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, prometeu o asfalto daquele troço há 11 anos, precisamente no Parque de Merendas do Colado, uma promessa que ainda não cumpriu.
As Jornadas aliaram a natureza, à aventura e animação musical e contaram com a presença de cerca de 250 pessoas das localidades fronteiriças.
Durante o evento foi apresentado um documentário sobre a floresta, decorreram conferências e workshops dedicados ao Ambiente e subiram ao palco grupos de música tradicional, que garantiram a animação. Os participantes puderam, ainda, fazer passeios de burros pelas margens do Maçãs.
Para o ano, as Jornadas Transfronteiriças do Ambiente vão voltar a fazer parte do programa de actividades da APAM.