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Espanhóis tomam Castelo de Bragança

Espanhóis tomam Castelo de Bragança
  • 17 de Agosto de 2011, 00:28

Esta é a resposta da autarquia às críticas de alguns visitantes, que esperavam encontrar mais motivos da região nas cerca de 80 tendas montadas junto ao castelo.
Susana Ferreira reside no Porto e aproveitou o facto de ter família em Bragança para participar na Festa da História. Considera o certame “agradável” e gaba os divertimentos para as crianças, mas acha que “tem coisas espanholas a mais”. “Devia ter mais coisas portuguesas, porque afinal isto é uma festa nossa, de cá”, defende.
Mesmo os artigos que estão à venda, acrescenta Susana Ferreira, “não têm nada a ver com a Idade Média”. “Só vi uma ou duas barraquinhas com objectos em pau e em pedra. Devia haver mais, mas pronto, tudo isto é um negócio, também”, lamenta a visitante.
Casimiro Rocha mora em Penafiel e vem sempre à Festa da História, atraído pela gastronomia e pelos divertimentos para os mais novos. “É uma feira muito bonita para os miúdos, porque ficam a saber mais sobre a nossa História. Venho sempre de propósito e fico dois dias”, explica.

“Devia mostrar mais o que existe na região, nomeadamente ao nível do artesanato”, diz a visitante

No entanto, tal como Susana Ferreira, este visitante também a lamenta a ausência de mais expositores locais. “Acho que a feira não está muito bem explorada ao nível do comércio daqui. Devia mostrar mais o que existe na região, nomeadamente ao nível do artesanato. A maioria dos artigos à venda são espanhóis”, queixa-se Casimiro Rocha.
Confrontado com as opiniões dos visitantes, o presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes, diz que a participação de expositores locais já representa 40 por cento do total. O autarca salienta que a Festa da História “não é uma feira de artesanato” e recorda que “a História de Bragança não é alheia à cooperação e confronto com os castelhanos e leoneses”.
Jorge Nunes lembra que na primeira edição do certame havia seis presenças da região e que este ano esse número aumentou para mais de 40. “Nas próximas edições pode e vai melhorar, porque temos estado a incentivar a participação de artesãos e de outras actividades sem pagarem essa presença na feira”, assegura o edil.

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