Burocracia atrasa “Self Prevention”
Recorde-se que a iniciativa visa a prevenção de incêndios com recurso à reintrodução de 150 mil cabeças de gado caprino, promovendo ainda o “desenvolvimento económico e rural” das zonas raianas dos distritos da Guarda e Bragança, bem como das províncias espanholas de Zamora e Salamanca.
Alexandra Lopes, técnica do “Self Prevention”, aponta como exemplo dos obstáculos a exploração de terrenos baldios, já que não se sabe quem são os proprietários dos terrenos.
“Há muitas dúvidas no seio das populações. Ainda demonstram algum receio porque têm medo que lhes vamos roubar algo, mas depois de esclarecidas até se mostram interessadas”, salienta a responsável.
Em Espanha, pelo contrário, já há dois municípios que têm todo o processo em fase avançada de implementação.
Em curso já está uma série de acções de esclarecimento em toda a região raiana.
O “Self Prevention” contempla a criação de uma empresa de capitais públicos e privados, que ficará responsável pela distribuição dos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem a rentabilidade económica do projecto, que ficará concluído em 2016.
Para além de investimento global de 88 milhões de euros, está prevista a criação de 700 postos de trabalho directos.
Como base da iniciativa, está ainda prevista a construção de 11 queijarias, uma unidade de transformação de leite, dois matadouros (um em Portugal e outro em Espanha), seis lojas, uma plataforma logística para distribuição e comercialização da carnes e derivados de caprino, bem como uma fábrica de rações, entre outros equipamentos.
Na génese de todo o projeto está o AECT Douro/Duero, um organismo ibérico que junta mais de 187 entidades públicas e privadas de Portugal e Espanha.