26 penaltis, 11 cartões e 4 expulsões
Resultado justo, tanto no tempo regulamentar como no prolongamento. O pior foi a lotaria das 24 grandes penalidades, fora a convertida em jogo por Pedro Emanuel e a que Rui Gil falhou aos 43”, quando o Bragança vencia por 1-0. Tudo poderia acabar aí, mas o futebol não tem certezas nem nunca terá, desde que jogado com clara intenção de dar espectáculo e, acima de tudo, procurar a competição.
Também ninguém se pode atirar ao juiz da partida, Francisco Vicente, que deixa jogar, mas quando não é compreendido toca a mostrar cartões, até porque deixou jogar ao limite e fez ao que é em campo.
O golo de Litcha foi o mais bonito do jogo. Um chapéu de excelente execução e, acima de tudo, foi sobre o lado direito do ataque bragançano. Depois o futebol tentou aparecer, mas as duas equipas ainda estão em principio de época e ficou claro muito cansaço em quase todos os jogadores. O futebol valeu pela emoção, embora em grande parte da 2ª metade, os canarinhos tenham demasiados espaços aos alas do Pombal. Daí o empate e até poderia ter sido pior, mas Ximena esteve muito bem.
O Bragança não matou o jogo com o tal lance de Rui Gil, que não esteve feliz pois na marcação das grandes penalidades voltou a falhar. Fica uma primeira maratona de futebol para início de época e lá se foi uma possível receita, caso o jogo fosse em Bragança, na 2ª eliminatória, com algum pequeno grande na Liga Orangina. De resto, o Bragança apresentou muita prata da casa e essa foi a vitória do público, que gostou e muito. O único senão foi o juiz Francisco Vicente ter obrigado Miguel Lemos, lesionado, a marcar uma grande penalidade com o jogador a nem sequer puder andar.