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Restaurantes temem futuro

Restaurantes temem futuro
  • 7 de Setembro de 2011, 08:56

Se, até agora, tiveram sempre casa cheia, o final das empreitadas traz perspectivas de um futuro cinzento. “Quando estas obras acabarem vai ser muito mau para o comércio, porque a restauração vai chegar o Inverno e vai ficar parada, não sei o que vai ser de nós’’, refere Vítor Alves.
Luis Raposo acrescenta “que deviam fazer-se mais obras destas para desenvolver a nossa região, porque gente é sinónimo de dinheiro. Se houver movimento já se vive melhor, e como o comércio é um ciclo, todos acabamos por viver e ter um nível de vida melhor”.
Sendo Miranda do Douro uma cidade turística, alguns empresários mostram-se expectantes quanto ao futuro.
Eduardo Assis e Bruno Gomes referem que os trabalhadores vão embora, mas as infra-estruturas ficam. E estas podem atrair novas pessoas. “A nível de comércio e restauração tivemos muito mais gente, mas com o tempo esperamos beneficiar destas obras”, diz Eduardo Assis.
Por seu lado, Bruno Gomes acrescenta que os trabalhos em curso “trazem mais refeições e o bem imediato, que é o dinheiro, mas deixam infra-estruturas que vão melhorar a nossa qualidade de vida”. “Vamos sofrer um bocadinho quando os trabalhadores da barragem e das estradas forem embora, porque temos muitas dormidas, mas Miranda é uma cidade turística e temos os espanhóis, o que é uma mais valia”, admite o empresário.

Lídia Martins

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