Já se paga na Auto-Estrada Transmontana
O Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias não emitiu a autorização enquanto não fossem corrigidas pequenas situações. O troço de nove quilómetros foi alvo de uma vistoria na terça-feira, que garantiu as condições de segurança da via. De recordar que esta foi a segunda vez que este troço foi vistoriado, pois em Agosto a abertura da auto-estrada foi chumbada, porque ainda não estavam concluídos os nós de acesso.
Esta obra custou cerca de 30 milhões de euros e permite uma poupança de percurso em cerca de 4km relativamente ao IP4, que contorna a cidade de Bragança a norte. Pela auto-estrada fazem-se 7km entre nós enquanto que pelo IP4 se fazem 11, sendo que o tempo percorrido também desce para metade (3,5 minutos contra 7,5).
Na semana passada entrou também em funcionamento o lanço Vila Real Nascente/Justes e a conclusão da reformulação do nó de ligação ao IP2, em Macedo de Cavaleiros, e a abertura de mais um pequeno troço de 2km, num investimento de 6 milhões de euros.
Em comunicado, a Estradas de Portugal anuncia que ainda este ano serão concluídos mais dois sublanços da Auto-estrada Transmontana, pondo em serviço um total de 40 quilómetros.
Para viajar nestes nove quilómetros de auto-estrada os automobilistas vão ter de pagar 60 cêntimos para viaturas ligeiras e 1,55 euros para os pesados. À última hora houve também um ligeiro desconto relativamente àquilo que estava inicialmente anunciado, de 5 e 10 cêntimos, respectivamente.
Localização do pórtico permite contornar nó e andar na auto-estrada sem pagar portagem
No entanto, vai ser possível fazer este percurso sem pagar, porque o único pórtico existente foi instalado no nó das Cantarias numa zona que permite aos utilizadores contornar o identificador de matrícula, saindo nesse mesmo nó e voltando a entrar na auto-estrada sem ter de passar pelo pórtico. Quem não quiser pagar para aceder à cidade de Bragança pode também continuar a utilizar o IP4.
O presidente da câmara de Bragança contesta a cobrança de portagens neste troço da Auto-Estrada Transmontana, que esteve sempre esteve previsto, desde o início do projecto.
No entanto, Jorge Nunes entende que a cobrança só deveria iniciar-se quando estivesse concluído todo o traçado. “Parece-me que seria mais aceitável e razoável que o pagamento só ocorresse depois de concluídos os trabalhos”, considera. “Estando ainda os condutores sujeitos a uma situação de grande perturbação com a execução do traçado extenso, deviam ser beneficiados nos primeiros nove quilómetros até que o traçado estivesse concluído”, justifica.