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Bandas filarmónicas ainda dão música ao povo

Bandas filarmónicas ainda dão música ao povo
  • 28 de Setembro de 2011, 22:19

No domingo realizou-se o III Encontro de Bandas Filarmónicas, que encheu a casa da cultura de Alfândega da Fé para ouvirem tocar os músicos da casa e a banda 25 de Março de Lamas, em Macedo de Cavaleiros, que conta com cem anos de actividade. À chamada faltou a banda de Riba Tua, por dificuldades logísticas.
Para o maestro Vítor Nascimento, da banda alfandeguense, este convívio é uma forma de revitalizar a tradição, muito enraizada nesta região. “É sempre bom porque é o reactivar de certas actividades extintas pelo tempo, e que fazem muita falta, tanto aos mais velhos como aos que tentam iniciar a sua prática musical”, frisa.
Existindo há nove anos, a Banda Filarmónica de Alfândega da Fé reúne já cerca de 80 pessoas, entre os membros da banda (54) e os alunos da orquestra juvenil (cerca de 25).
 Aliás, apesar da concorrência da internet e das consolas de jogos, a procura tem excedido a oferta.

Apesar da crise, muitas comissões de festas apostam nas bandas filarmónicas para animar os arraiais

“A vinda das crianças à banda e à escola, tem sido cada vez em maior número. É bom sinal. É uma maneira de demonstrar que as crianças procuram a música como uma forma de evolução nas suas vidas e de diversão. Também é bom para toda a comunidade e temos mesmo vários elementos de aldeias anexas aqui à sede de concelho”, explica Vítor Nascimento.
 Esta banda tem tido o apoio da autarquia local. A presidente da Câmara, Berta Nunes, considera mesmo que é importante para a juventude, sobretudo “do ponto de vista cívico porque exige concentração, método de trabalho e entreajuda, valores cada vez mais importantes na nossa sociedade, que tende a ser egoísta”, realça a autarca. “Os jovens tendem a estar fechados em casa, a ver televisão, a estar no computador, e aqui é precisamente ao contrário. Os jovens aprendem a trabalhar em equipa, com método e rigor”, sublinha a autarca.
E apesar da crise, continua a haver a aposta de muitas organizações de festividades nas bandas filarmónicas para animar os arraiais. “Tivemos alguma quebra nos serviços mas não tão grande como pensávamos que ia ser”, sublinhou Vítor Nascimento. “Tocamos em festas de aldeias, em encontros de bandas, como aconteceu no aniversário da banda de Lamas, e já estivemos em feiras de produtos regionais”, sublinha.
A idade mínima ronda os seis, sete anos, não havendo limite de idade para participar.

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