Empresário retira prémio escolar
Nos últimos cinco anos, Paulo Jaloto atribuía um prémio monetário de mil euros ao melhor aluno de 9º ano. O mentor deste incentivo explica que começou a entregar o dinheiro por entender que “as empresas também devem criar estímulos aos alunos”, mas agora decidiu não o fazer. “Vou visar um cheque e o dinheiro fica suspenso no banco”, refere o empresário moncorvense, que actua nas áreas da distribuição alimentar e saúde.
A mãe da aluna de Moncorvo, que entretanto já não frequenta aquela escola, prefere não comentar a situação. “Só tenho de respeitar a decisão do empresário”, alega.
A progenitora salienta ainda que “o mais importante foi o diploma e não o prémio”. “Foi desta forma que eu preparei a minha filha”, refere Fátima Silva, acrescentando que “a minha família não passa necessidades e, por isso, não precisa do dinheiro para prosseguir os estudos”.
A direcção da escola mostra-se surpreendida, alegando que são situações diferentes. “O prémio do Governo é, agora, entregue à escola e depois reverte a favor de uma instituição à escolha do aluno”, explica o director, Alberto Areosa. O docente estranha a atitude do empresário, mesmo em cima da entrega do prémio, na passada sexta-feira, “até porque os prémios do 1.º e 2.º ciclos, que também são assegurados por empresas, foram atribuídos normalmente”.
Paulo Jaloto recorda que representa a primeira empresa a atribuir prémios naquele estabelecimento de ensino e garante que a suspensão poderia ter acontecido, também, em Macedo de Cavaleiros, mas o prémio de 500 euros foi entregue antes de ser conhecida a decisão do Governo.