Cuidados Paliativos ganham espaço
A constatação saiu do I Seminário: Novas Abordagens do Cuidar, que decorreu em Mogadouro, que juntou especialistas em cuidados continuados e paliativos de proximidade.
A organização partiu da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, que gere a Unidade Domiciliária dos Cuidados Paliativos do Planalto Mirandês.
Trata-se da única equipa do género em toda a região transmontana e duriense, que presta apoio diário a mais de 60 famílias dos concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso.
No terreno estão três equipas multidisciplinares que integram cerca de três dezenas de profissionais oriundos de diversas áreas da saúde tais como os médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas ou enfermeiros.
Os objectivos da Unidade passam por prestar cuidados paliativos mais humanizados e de proximidade a todos os utentes com critérios de inclusão, que pretendam permanecer no domicílio ou envolver a família na prestação de cuidados e processo de luto entre outros.
Na maioria dos casos, os profissionais trabalham com doentes “muito debilitados” e, em alguns casos, as queixas não são apenas físicas, mas sim emocionais.
“Há doentes que são visitados uma vez por mês, outros três vezes por dia, o que dá uma média de cinco consultas por mês”, contabilizou a responsável técnica pala Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos do Planalto Mirandês (UDCP-PM), Jacinta Fernandes.
A UDCP-PM é uma estrutura que conta com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Câmaras, Misericórdias e Centros de Saúde dos três concelhos envolvidos.