Enfermeiros reclamam emprego
Os profissionais juntaram-se no parque Eixo Atlântico e formaram um cordão humano até à Unidade Hospitalar de Bragança.
Dos 106 enfermeiros que estão com contrato, 39 poderão vir a ser dispensados, sendo que até ao momento sete já receberam uma carta a dar conta da renúncia. Os restantes já estão a ser informados verbalmente pelos responsáveis dos serviços.
Ana Pimentel, uma das enfermeiras já despedida, está a viver dias dramáticos porque o marido também pode vir a ser dispensado. “Eu trabalho no serviço de Medicina e ele na Unidade de AVC’s. Estava a gozar uma licença de maternidade e já recebi a carta a confirmar o término do contrato individual de trabalho. O meu marido termina no dia 3 de Janeiro e está na mesma situação que eu”, explica Ana Pimentel, acrescentando: “vamos ficar os dois desempregados e vai ser uma situação muito complicada”.
É no Hospital de Macedo de Cavaleiros que se vive a situação mais crítica, nomeadamente na Unidade de Cuidados Continuados onde 15 enfermeiros poderão vir a ser dispensados. O presidente da direcção do Sindicato dos Enfermeiros deixa duras críticas à gestão do Centro Hospitalar do Nordeste.
“Aqui não há má, há péssima gestão”, refere José Azevedo, que dá o exemplo de “um chefe de cirurgia que praticamente não opera. “Os enfermeiros ganham 900 euros, mas esse senhor é capaz de estar a ganhar 10 mil ou mais. São estes problemas que nós queremos que o Governo limpe, porque são os enfermeiros que estão a pagar a factura”, defende.
Em comunicado enviado às redacções, o conselho de administração do CHNE garante que “se manterão todos os que se vier a concluir como tendo passado a necessidade permanente de posto de trabalho”.
Os responsáveis salientam que “com a constituição da Unidade Local de Saúde e consequente integração do quadro de pessoal hospitalar com o dos cuidados de saúde primários, torna-se necessário a reanálise dos recursos humanos”.
Sandra Bento