Equilíbrio perfeito
O resultado mais acertado e que transmitiria justiça ao que se passou dentro das quatro linhas seria mesmo o empate a uma bola.
Contabilizando as oportunidades de golo, Ricardo foi impotente para evitar que a bola entrasse na sua baliza no desvio sublime de Ramalho e viu o ferro defender uma bomba também de Ramalho e o remate na 2ª bola a passar-lhe a milímetros por cima do ferro. Manu defendeu um remate venenoso, com rótulo de golo, mas foi incapaz de anular a melhor jogada do Fafe.
As equipas estiveram sempre organizadas e muito bem encaixadas uma na outra, com extrema concentração, retirando espaços e linhas de passe, porque se a ordem e intenção era ganhar o jogo, primeiro era preciso não o perder. Equilíbrio este desfeito na entrada pressionante do Mirandela, na procura do prejuízo, mas que aquela pontinha de sorte habitual no futebol, proporcionou o golo da vitória aos locais, já na fase final do jogo.
Resultado injusto e castigador para o Mirandela, que se viu punido por um castigo máximo que não cometeu, viu o travessão negar-lhe um golo certo e a sorte do jogo dar a vitória ao Fafe.
Fernando Cordeiro