Ambiente trava Estrada para a Puebla
A revelação foi feita sábado, pelo presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, à margem da assinatura da Acta de Reconhecimento de Fronteira, que decorreu naquela aldeia fronteiriça.
“É um processo que está parado, talvez por limitações orçamentais, mas principalmente por indefinições relacionadas com a solução a adoptar num quadro que se relaciona com restrições ao nível ambiental, visto que este troço atravessa o Parque Natural de Montesinho”, explicou o edil.
No outro lado da fronteira, o cenário não é melhor. O alcalde de Puebla de Sanábria, José Fernandez Blanco, confirmou ao Jornal Nordeste que a Junta de Castilla y Léon retirou do plano de investimentos a beneficiação da estrada que liga a fronteira de Rio de Onor à vila sanabresa.
“É um forte revés. Esta estrada é muito usada nas deslocações entre Bragança e Puebla, pois tem menos curvas [que a estrada de Calabor] e precisa de estar muito mais transitável”, defende José Fernandez Blanco, que insiste na melhoria das ligações. “Não podemos continuar a demorar quase uma hora a chegar da Puebla a Bragança. Se não tivermos ligação rápida que encurte a viagem para 35-40 minutos não estamos a fazer nada”.
O projecto para a requalificação da via no lado português foi lançado em 2009, mas esbarrou na fase de estudo prévio.
Obras da linha de Alta Velocidade Espanhola já chegaram
à província de Zamora
A contrastar com o desalento à volta das rodovias, há boas notícias sobre o comboio de Alta Velocidade (AVE), no troço Puebla de Sanábria-Lubian-Ourense, que faz parte da linha Galiza-Madrid. Na província de Zamora já há movimentações de terras, concretamente na zona de Pedralba de la Padrería, a 12 quilómetros de Puebla de Sanábria (ver gráfico), ao passo que o túnel de Padornelo, com 7,6 quilómetros de extensão, foi adjudicado na passada sexta-feira.
José Fernandez Blanco recorda que, em 2015, a estação de Puebla de Sanábria será uma realidade, pelo que a rodovia terá que acompanhar esta evolução. “Teremos que continuar a reivindicar melhores acessibilidades para Bragança e para o seu aeródromo, do mesmo modo que temos de lutar pela autovia até Léon, que passa em Puebla de Sanábria, criando um corredor de mercadorias entre Gijón e o Porto”, sustenta o responsável.