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Mirandela continua a fazer história

Mirandela continua a fazer história
  • 22 de Novembro de 2011, 10:46

Este domingo foi um verdadeiro jogo de taça quando uma equipa teme o seu adversário e abdica de jogar para defender o prolongamento, neste não ultrapassa o meio campo para defender as marcas de desempate em livres de castigo máximo, e a equipa grande pratica um futebol soberbo de acutilância, constrói jogadas sobre jogadas de perigo, tem aproximações com iminência de golo capazes de construir um resultado soberbo, mas a muralha de pés e alguma falta de estrelinha, os castiga com 30 minutos adicionais de prolongamento, e os obriga à “roleta dos penáltis”.
No final, venceu a melhor equipa, a única que jogou a partir dos 20’ 25’… e foi a festa trasmontana com a maioria a pedir como adversário na próxima eliminatória o Benfica, pelas óbvias razões de abandonar a prova com um grande e com uma receita para atenuar a crise que o país vive, ou então, um adversário que lhes permita continuar a fazer história na Taça de Portugal.
Entraram muito melhor no jogo os mirandelenses, fortes, pressionantes, a trocar bem a bola conseguindo criar logo de inicio várias situações de golo, enquanto os gondomarenses bem organizados na sua defensiva, com os blocos muito juntos e recuados, apostavam no erro adversário, praticando a transição directa servindo as duas unidades mais adiantadas e muito velozes, ou na bola parada.
Fruto desta evidente superioridade local, o golo acabaria por surgir cedo, logo aos 6’ numa obra de arte do ponta Bertinho, mas uma bola na mão de Ramalho aos 18’ sendo agraciado também com a cartolina amarela, acabaria por dar o empate com Correia a não enjeitar a oportunidade.
Os forasteiros ainda conseguem um período de 5 a 6 minutos de equilíbrio mas, depois, foi o gradual deixar de arriscar, mostrando que a sua estratégia para o jogo passava pelas grandes penalidades.
No final foi feita justiça, os alvi-negros de Mirandela foram 100 cem por cento competentes de nos penáltis, enquanto os canarinhos de Gondomar se ficaram pelos 80 por cento de eficácia.

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